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JBS e National Beef continuarão aceitando o Zilmax

A companhia brasileira JBS e a norte-americana National Beef Packing informaram que não mudarão as práticas de compra de gado, após a concorrente Tyson Foods ter anunciado na semana passada que suspenderia o processamento de carne proveniente de animais alimentados com Zilmax, um aditivo amplamente usado na ração que impulsiona o ganho de peso.

 

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Em 7 de agosto, a Tyson enviou uma carta aos fornecedores dizendo que não mais aceitaria animais alimentados com a substância depois de ter recebido alguns que apresentavam dificuldade para andar ou nem mesmo conseguiam se movimentar. O anúncio levantou preocupações sobre um possível aperto na oferta de carnes e desencadeou um rali dos futuros de boi vivo na CME.

Após dias de silêncio, a National Beef Packing, uma companhia sediada em Kansas City que é uma das maiores processadoras dos Estados Unidos, emitiu um breve comunicado na tarde de ontem, 12. ‘A National Beef coloca alta prioridade ao bem-estar animal em nossas instalações e não planejamos alterar as práticas de aquisição de gados’, informou a empresa.

Já a JBS, maior processadora de carnes do mundo, revelou ter observado problemas similares aos citados pela Tyson e acrescentou que continuará com a atual prática de ‘monitoramente extensivo’ dos animais em suas unidades. O grupo brasileiro não foi capaz de identificar uma causa, disse o porta-voz da JBS, Cameron Bruett, em entrevista. Ele afirmou ainda que a companhia tem um grande interesse no assunto, mas continuará aceitando animais alimentados com o Zilmax. ‘Nos chamou a atenção e não é algo que queremos que aconteça’, disse Bruett. ‘Sempre estamos preocupados com o bem-estar dos animais.’

Ambas as empresas adotaram postura semelhante à da Cargill, que em 8 de agosto declarou que continuaria comprando gados alimentados com o suplemento.

Embora a restrição da Tyson Foods ao aditivo desenvolvido pela Merck & Co. (MRK) tenha inicialmente impulsionado os preços futuros do boi vivo, analistas consideram que o impacto nos preços da carne pode ser limitado, a menos que os concorrentes sigam o exemplo da empresa e ampliem a proibição do Zilmax.

Alguns confinadores devem mudar para um produto concorrente chamado Optaflexx, que é menos potente que o Zilmax, mas forte o suficiente para mitigar o impacto na oferta, observaram agentes do setor.
O Optaflexx é fabricado pela Elanco, da Eli Lilly & Co.

 

Fonte: Dow Jones Newswires.

Janielly Santos

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