BR122 - Pernambuco - Brasil - Rios secos no semiarido pernambucano - Caminhos da Safra Globo Rural - 2013 © Marcelo Curia
Muitos agricultores deixaram o campo em busca de trabalho. Falta de água provoca demissões na cidade também.
O período de chuva passou e as barragens menores estão com o chão rachado.
Nas represas com mais capacidade de armazenamento, a pouca água que resta é bastante disputada por carros-pipa.
Alcimar Araújo fabricava queijo para vender na feira, mas o leite foi ficando cada vez mais escasso porque o gado morreu. O sertanejo se viu obrigado a mudar de profissão.
Por causa da seca, centenas de agricultores passaram a depender da fabricação de telhas e tijolos, mas o setor teve que frear a produção e está demitindo.
Somente no município de Parelhas, maior produtor de telhas do estado, mais de 100 trabalhadores perderam o emprego nos últimos meses. Não tem água para molhar o barro.
Na maioria das fábricas, o abastecimento é feito por caminhão-pipa e o consumo é alto. A cada mil telhas ou tijolos produzidos são necessários quase 200 litros de água. “Estou gastando em média 10 caminhões por semana. Demiti 28 funcionários porque não tinha mais condição de mantê-los”, conta Miriam Oliveira, dona da cerâmica.
Fonte: Globo Rural
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