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Estudo de produção de armazéns

Produtor estuda construir armazém de até 60 mil toneladas com vizinhos.

 

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O êxito das atividades do agronegócio só é possível devido ao trabalho do agricultor. O Brasil é um país de terras férteis, um verdadeiro celeiro do mundo. Os mais de 35 milhões de homens e mulheres dos campos do Brasil, incansáveis em suas jornadas, são responsáveis por produzir o alimento e sustento diário de milhões de brasileiros.

 

Um desses produtores rurais é Ênio José Rigo, residente do município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso (MT), que há 20 anos é produtor em terras mato-grossenses. Natural de Campinas do Sul (RS), aprendeu com a família a paixão do trabalho no campo. Hoje é proprietário de 950 hectares de terra, onde planta soja e milho.

 

Como médio produtor, ele disse estar otimista com o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/14 que foi lançado no início de junho pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Buscava antes financiamentos pelo Pronaf”, mas agora vou atrás dos recursos pelo Pronamp [Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural]”, explica.

 

Ênio faz parte de uma gama de produtores que saiu da agricultura familiar para a empresarial. Com os incentivos do Governo Federal, como os juros mais baixos (nesta safra de 4,5% ao ano) e maior limite de crédito (até R$ 600 mil para modalidade de custeio e R$ 350 mil para investimento), produtores de todo o país estão aumentando a adesão ao Pronamp. Nos últimos dez anos, as contratações de crédito agrícola por meio desse programa cresceram mais de 16 vezes, passando de R$ 650 milhões na safra 2002/03 para R$ 10,6 bilhões em 2012/13.

 

Outro interesse do produtor mato-grossense é em relação às medidas anunciadas pelo Ministério da Agricultura para a armazenagem. “No meu caso, é muito mais vantajoso escoar a produção na entressafra, quando os preços são melhores. Mas pago muito caro para alugar armazéns. Com os R$ 25 bilhões nos próximos cinco anos anunciados pelo governo para construir novos armazéns, devo construir um na minha propriedade”, explica.

 

Outra opção que o produtor tem analisado com mais quatro vizinhos é em construir uma única unidade armazenadora, com capacidade entre 36 mil e 60 mil toneladas. “Seria mais interessante, porque nós teríamos uma só equipe para administrar o armazém e também iríamos reduzir os custos da mão-de-obra”.

 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

Equipe Agron

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