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China domina participação

País segue como o maior consumidor da pauta estadual e neste semestre respondeu por 43%. A proporção preocupa Por mais um ano, a China segue liderando o ranking dos principais destinos das exportações mato-grossenses. Somente neste primeiro semestre foi responsável por 43% de tudo que o Estado embarcou, contabilizando negócios na ordem de US$ 3,68 bilhões, 13% a mais que os US$ 3,27 bilhões de igual período ao ano passado.

 

Ainda na comparação entre os dois períodos, a participação da China no total estadual encolheu ao passar de 46% para 43%, mas analistas acreditam que a perda é pontual e se justifica nos problemas logísticos desta safra que retardaram e ou cancelaram os embarques de soja. O diretor executivo da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo, aponta que essa dominância acaba trazendo uma preocupação em razão do volume grande na dependência de um único país consumidor.

 

“O que me preocupa é a participação da China, pois é muito significativa para apenas um país. Se a economia de lá balançar é um risco muito grande para nós. Precisamos de diversificação dos países para exportação e para isso são necessárias políticas públicas que contribuam para a abertura de novos mercados”. Quando se avalia apenas as exportações da soja em grão, a dependência é ainda maior.

 

Das 8,67 milhões de toneladas exportadas de janeiro a junho deste ano, 6,74 milhões tiveram como destino a China, ou seja, mais de 77% dos embarques foram para um único país, conforme acompanhamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Ainda dentro desse raciocínio, Paludo faz uma espécie de mea culpa. “Não há programas do governo federal específicos para vender Mato Grosso, então, nós como entidades temos de tomar a frente. Fazemos anualmente várias visitas ao exterior, mas todas – até mesmo pelo caráter institucional que há – são visitas técnicas, de troca de experiências e aprendizado de novas tecnologias a serem empregadas no campo. Não temos foco comercial, mas acredito que devemos rever essa postura”.

 

A dependência da China se torna ainda mais relevante neste momento em que há preocupações com a desaceleração econômica daquele país. A expansão do Produto Interno Bruto (PIB) chinês caiu 0,2 ponto percentual em relação à média de crescimento do ano passado, ainda assim, a redução foi comemorada pelo governo local e pelo mercado porque ficou dentro do previsto.

 

Os principais indicadores ainda estão dentro dos padrões razoáveis, apesar de o clima econômico continuar complicado para o país. O SEMESTRE – Estudo realizado na semana passada pelo Imea, órgão vinculado à Famato, mostra ainda que além da China, as exportações do agronegócio – em especial – de Mato Grosso também são mais destinadas à Holanda, Coréia do Sul, Japão e Venezuela, os cinco maiores parceiros neste semestre.

 

A Holanda, segundo maior parceiro do Estado, registra neste semestre aumento de 54% no volume de negócios, ao passar de US$ 559 milhões para US$ 863 milhões. O terceiro é a Coréia do Sul com incremento anual de 4%, ao passar de US$ 429 milhões para US$ 411 milhões. O Japão vem na quarta posição com negócios de US$ 373 milhões ante US$ 347 milhões.

 

A Venezuela, quinto maior consumidor da pauta do agronegócio, registra a maior variação anual, 65%, com aquisições que somaram US$ 281 milhões contra US$ 170 milhões. Ainda como destaca Paludo, 98% das exportações globais de Mato Grosso, neste semestre foram de produtos do agronegócio, ou seja, dos US$ 8,53 bilhões exportados pelo Estado no período, US$ 8,35 bilhões foram originados via negócios da pauta agropecuária. “O share do segmento no Estado vem se mantendo neste nível nos últimos anos”, completa o diretor da Famato.

 

Mato Grosso encerrou o primeiro semestre deste ano com incremento de 20% na receita das exportações do agronegócio em relação a igual momento de 2012, foram US$ 8,52 bilhões ante US$ 7,11 bilhões. “A receita dos embarques aumentou 20% e o saldo comercial 17%”. Para Paludo as vendas seguirão firmes nos próximos meses porque existem estoques para serem comercializados, diferente do que ocorreu no ano passado, quando neste mesmo momento quase já não havia mais soja em grão disponível no mercado.

 

Fonte: Diário de Cuiabá.

Equipe Agron

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