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Caravana busca inovação para produção leiteira

Com produção aproximada de 518 mil litros ao ano, Mato Grosso do Sul está na 12° colocação no ranking nacional de produção de leite, é o que aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seu último levantamento.

 

A posição permite ao Estado o status de produtor em desenvolvimento, e para agregar valor e incentivar o crescimento da produção leiteira regional, uma equipe técnica e representantes de entidades do setor, visitarão nessa sexta-feira e sábado (19 e 20) propriedades de Goiás, estado que se destaca pela produção leiteira em grande escala, com média de 3,4 milhões de leite, como apontado em estudo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

São 17 pessoas que saem de Mato Grosso do Sul com o objetivo de conhecer casos de sucesso e novas tecnologias que possam incrementar a produção leiteira do Estado.

 

Representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS – Sistema Famasul), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Conselho Paritário entre Produtores e Indústrias de Leite (Conseleite) e da Secretaria Estadual de Produção e Turismo (Seprotur) integram a comitiva que buscará inovação na pecuária de leite em dois municípios de Goiás.

 

“Visitaremos quatro propriedades nos municípios de Anápolis e Silvânia, que apresentam excelência em produção. Duas delas são propriedades de gado a pasto e duas de gado confinado. A ideia é retornar com tecnologias para o produtor sul-mato-grossense”, destaca o diretor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária (Famasul), Clodoaldo Martins, que integra a comitiva.

 

Para Martins, a semelhança climática entre Goiás e Mato Grosso do Sul é positiva, o que facilita a inserção das tecnologias aplicadas no Estado vizinho, na região sul-mato-grossense.

 

“Goiás foi escolhida porque se tornou um modelo em produção láctea. Além disso, o clima goiano é muito parecido com o nosso, o que permite que sigamos o exemplo. Queremos mostrar que Mato Grosso do Sul tem muito a crescer na pecuária de leite, mas para isso temos que trabalhar qualidade e volume. Quanto maior o volume produzido, maior a economia com o frete, agregando renda e valorizando o produto”, avalia.

 

Em maio deste ano, com o apoio do Sebrae, o Senar lançou no Estado o Programa Leite Legal, que visa melhorar a qualidade do leite produzido no Brasil, seguindo as orientações da Instrução Normativa 62, que aumenta os prazos e limites de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS).

 

Instituída a partir de primeiro de janeiro de 2012, a IN reduz o limite desses índices, de 750 mil/ml para até 600 mil/ml. O programa deverá capacitar até o próximo ano, mais de 1000 produtores de leite de Mato Grosso do Sul. O Leite Legal é integrante das ações do Programa Leite Forte, que promove o incremento na produção e na qualidade do leite de forma sustentável em todo o Estado.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul.

Equipe Agron

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