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Equipamento ajuda a diagnosticar lesões em cavalos

Termógrafo identifica local inflamado no corpo do animal. Exame custa, em média, R$ 300 e pode ser feito em outros animais.

 

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Um equipamento ainda pouco conhecido ajuda a diagnosticar lesões musculares em cavalos. A máquina identifica, através da temperatura, um local inflamado no corpo do animal.

Eles correm, saltam, usam músculos e articulações para executar treinamentos e provas esportivas. Como qualquer atleta, os cavalos usados nas práticas esporitvas estão muito mais sujeitos a contusões e lesões, mas, ao contrário dos humanos, não conseguem indicar onde sentem a dor.

Foi o que aconteceu com Savana, uma égua bonita que pertence a Érica Chiovatto. Juntas, elas participam das chamadas provas de trabalho em campeonatos na região de Uberlândia (MG). “Ela defendia um dos lados, e a gente achava que era um problema de articulação. Ela pedia, às vezes, para não continuar naquele movimento, ficava tentando mudar o movimento que a gente pedia para ela executar”, afirma a dona.

Em busca de uma solução, Érica consultou a veterinária Petyana Borges, especialista no uso do sensor de temperatura. “É muito sensível. Chama-se termógrafo e capta diferenças de temperatura de até 0,05°C. Basta passar no animal e já detecta para mim as diferenças de temperatura. Sei que, supostamente, aquele lugar que está com aumento de temperatura tem uma inflamação”, explica.

Para saber como o aparelho funciona na prática, a reportagem acompanhou o exame de outra égua, comprada por Junara Rosa há pouco tempo para participar de provas de três tambores.

Para fazer o exame, Petyana mapeia o corpo da égua com termógrafo. O aparelho é uma câmera que capta a radiação infravermelha emitida pelo animal, e transforma em imagens coloridas. As cores indicam se a temperatura de um determinado local está fora do normal.

Geralmente, o aumento da temperatura indica que há uma inflamação naquele local, mas nem tudo que aparece em vermelho é sinal de problema, porque algumas partes do corpo do animal têm mesmo temperatura mais elevada, como a região da veia jugular.

Examinando a anca da égua, Petyana descobre outro ponto inflamado. Quando suspeita de inflamação, Petyana apalpa o local pra ver se o animal reage, demonstrando alguma dor. O termógrafo apenas indica as regiões inflamadas. Para conhecer a natureza da lesão e confirmar o diagnóstico, é preciso realizar outros exames, como raio-X e ultrassonografia.

Assim como qualquer atleta, um animal dolorido não consegue ter bom desempenho em competições. O esforço pode piorar as lesões. Por isso, Junara deve dar descanso para a égua durante o tratamento.

No caso de Savana, o diagnóstico correto foi fundamental para a recuperação. Todos achavam que ela tinha um problema na pata, mas, na verdade, a lesão era na anca.

O exame custa, em média, R$ 300, e pode ser feito em outros animais também. A técnica da termografia é usada até em humanos, para detectar alguns tipos de câncer. Como é fácil de transportar e de usar, com o tempo, o termógrafo deve se popularizar.

 

Fonte: Globo Rural

Janielly Santos

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