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Carne bovina não pode faltar, diz nutricionista

A falta de consumo da carne pode causar mau humor, entre outros sintomas. Nutricionista e consultora, Licínia de Campos, durante Congresso Internacional da Carne.

 

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Mau humor, deficiência cognitiva, anemia, aumento de colesterol e problemas cardíacos são apenas alguns dos sintomas de quem retira a carne bovina da alimentação. Estes e outros dados foram apresentados nesta quinta-feira, 27, durante o último painel do Congresso Internacional da Carne com o tema: Carne como alimento funcional.

 

A primeira palestra foi ministrada pela nutricionista e consultora Licínia de Campos. Ela falou sobre as dietas da moda, usadas sem conhecimento técnico e dos pontos positivos de uma alimentação balanceada sem restringir a ingestão de carne bovina. A nutricionista desmistificou, ainda, inverdades sobre a carne, como a demora em digerir o alimento.

 

“Percebo que a evolução humana se deu, em muito, porque o homem aprendeu a cozinhar. Nosso cérebro não teria a capacidade intelectual que tem hoje se não tivesse descoberto o fogo e tivesse passado a cozinhar a própria carne. Até mesmo o nosso humor reflete o que comemos. Em crianças, por exemplo, a falta de alimento causa a falta de retenção do conhecimento e não estamos falando disso na África. No Brasil, em 80% das crianças, incluindo as de nível sócio-econômico elevado, percebemos falta de proteína e os sintomas disso são inúmeros”, afirmou Licínia de Campos.

 

Ela alerta ainda para o grande risco de dietas restritivas como as que são vistas diariamente na internet, por exemplo e ressalta perdas significativas de nutrientes. “Sem carne bovina temos índice alto de deficiência de zinco, selênio, ferro e outros vários. Os riscos para manter um padrão estético considerado bonito não valem a pena. Muitas pessoas usam, por exemplo, suplementos alimentares ricos em aminoácidos, isso é bobagem. Come um bom bife que vai ser muito melhor. Cada pessoa tem uma dieta, ninguém é igual”, acrescentou.

 

Outra falsa crença esclarecida pela consultora é de que a carne de frango é mais magra que a bovina. Segundo ela, um peito de frango possui 3,5g de gordura para cada 100g. No contrafilé o valor é de 2,4; coxão mole 1,7 e lombo cozido 6,7. Licínia ressaltou ainda que não só o peixe possui ômega 3, mas também o boi. Como hábito perdido, ela exemplificou a sopa feita com ossos, rica em tutano e afirmou que este pode ser um dos motivos de tantas pessoas terem osteoporose.

 

“Temos alta densidade nutricional na carne bovina, com uma riqueza incomparável de nutrientes: B6, B12, fósforo, proteína e niacina, que é responsável por cuidar do sistema imune e combate radicais livres. Com isso é possível regenerar ossos e tendões. Muitos acreditam que o ferro está apenas no feijão. Com 100g de carne absorvemos 30% de ferro contra 15% do feijão. Para adquirir a mesma quantidade de nutriente, precisamos do dobro de calorias. A carne é um alimento funcional que previne doenças crônicas como Alzheimer”, disse.

 

A nutricionista não se limitou a falar dos pontos positivos e brincou dizendo que ainda bem que o churrasco não é feito todos os dias. “Brasileiro adora churrasco, mas ainda bem que ele não é feito todo dia. Variedade é um dos pilares, mas carne bovina precisa ser alternada com outras proteínas”, finalizou.

 

Confiança com o consumidor. A segunda palestra do painel ficou a cargo do diretor Técnico do Sebrae Goiás, Wanderson Portugal Lemos, com o tema: Estabelecendo confiança com o consumidor. Ele ressaltou a qualidade da carne do século XXI, que passa por todo o processo de produção e comércio.

 

“Antes a gente acreditava que o produtor ditava as normas, mas quem faz isso é o consumidor. Hoje, temos vários conceitos de qualidade, o deste século é mais abrangente com fatores intrínsecos, éticos, ecológicos, sociais e seguro. A exigência atual é de sustentabilidade, uso da mão de obra sem trabalho escravo e segurança dos alimentos. De uma forma geral, a exigência está muito maior. O alimento seguro é resultado de segurança na cadeia da carne, da produção ao transporte e consumidor final. De que adianta todo o cuidado se no açougue tivermos problema de temperatura? Assim, o objetivo é trabalhar em conjunto”, concluiu.

 

Fonte: Canal do Agricultor

 

Janielly Santos

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Janielly Santos

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