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Suinocultura se mantém alerta em MT

O estado de Mato Grosso tem status livre da Peste Suína Clássica (PSC) desde 1998, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Dessa forma, em parceria com o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) lançou o Sistema de Vigilância da Peste Suína Clássica no Estado.

 

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O investimento destinado será de R$ 40 mil e segundo o diretor-executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, trata-se de uma medida importante para manter o Estado livre da PSC. Segundo ele, é um levantamento feito com base numa determinação do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa) e também é uma exigência dos mercados internacionais, já que Mato Grosso também é livre da febre aftosa.

 

O governo do Estado deve custear as 12 equipes que irão percorrer as 320 propriedades mato-grossenses fazendo coletas até o final do levantamento. O rebanho atualmente está estimado em 1,7 milhão de cabeças e destes serão amostrados apenas animais adultos que se mantém tempo suficiente no local de criação e pode ter contato com o agente infeccioso.

 

Segundo a coordenadora de Controle de Doenças de Animais do Indea/MT, Daniella Bueno, serão coletados amostras de 3 mil animais. Sendo que esta quantia não inclui suínos de granjas criadoras que já têm o controle da PSC.

 

De acordo com o diretor executivo da Acrismat, em Mato Grosso nunca foi registrado nenhum caso de peste suína clássica, em nenhum dos estados da região Centro Oeste, Sudeste e Norte, apenas casos isolados no Nordeste, onde foram erradicados. O objetivo é dar a qualidade necessária para a carne suína. Segundo o diretor executivo, todo o material que será utilizado para a coletagem das amostras, trabalho que deve demorar alguns meses, já foi comprado e agora entra em ação os veterinários do Indea.

 

“Nós entendemos que enquanto cadeias produtivas que estamos que estar juntos, bem como órgão de fiscalização sanitária e assim alertamos o governo do Estado para que não tenhamos nenhuma surpresa neste sentido”.

 

A peste suína, também conhecida como febre suína ou cólera dos porcos, é uma doença altamente contagiosa e frequentemente fatal dos suínos. A doença pode ser aguda, crônica e inoperante. Os sintomas são: hemorragia, que pode levar à morte; febre alta; falta de coordenação motora; orelhas e articulações azuladas; vômitos, diarréia; falta de apetite; esterilidade e abortos; leitões natimortos ou com crescimento retardado.

 

A contaminação se dá por alimentos ou água contaminados; animais infectados; veículos e instalações contaminados; contato com cadáveres de animais infectados; equipamentos contaminados, roupas e calçados de indivíduos que mantiveram contato direto com animais doentes ou em período de incubação da doença.

 

Fonte: Gazeta Digital Autor: Wisley Tomaz

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