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Colheita do milho inicia após chuvas

COLHEITA do milho safrinha começou com atraso por causa das chuvas Thalyta Andrade De Dourados.

 

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As fortes chuvas registradas no mês de junho atrapalharam o andamento da colheita do milho safrinha em Mato Grosso do Sul, principalmente na região Sul. Segundo especialistas, o ritmo nas lavouras já foi retomado, mas agora os produtores se preocupam com as consequências da pausa forçada, como os problemas de escoamento e também comercialização. No entanto, ainda conforme especialistas, a produtividade não vai ser afetada, e a estimativa de safra recorde continua.

 

Segundo o balanço divulgado em junho pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a colheita de milho safrinha no Estado deve atingir 6,4 milhões de toneladas, o que representa 9,1% a mais que o número registrado no ano passado, que foi de 6,1 milhões de toneladas. Para o analista comercial Gilmar de Souza, a chuva não impacta na produtividade e, consequentemente, na estimativa de safra recorde.

 

“A chuva atrasou a colheita, mas o ponto negativo disso não está na produtividade e sim no que envolve escoamento e logística. Se as condições climáticas tivessem sido mais favoráveis, já estaríamos com pelo menos 20% ou 25% da safra colhida. Mas segundo dados que temos que foram colhidos junto a empresas que transportam e recebem o produto, não atingimos nem 10% ainda”, explica Souza, que trabalha em uma empresa de comércio e importação de cereais em Dourados.

 

O economista Leonardo Mussury concorda que a produtividade desta safra não foi afetada pela chuva. “O milho já estava formado na maior parte das lavouras, então o problema maior é com relação ao cronograma da colheita”, disse. Para ele, o preço é uma preocupação dos produtores.

 

“Quem já tinha colhido pegou um preço melhor do que quem vai retomar os trabalhos agora. A medida que a colheita vai evoluindo a partir da semana que vem, as indústrias vão sofrer pressão de oferta e isso vai impactar no preço da saca. Quem por exemplo vendeu a R$ 19 esta semana, na semana que vem deve vender a R$ 17.

 

A medida que o volume de oferta aumenta, o preço cai mais”, justificou o economista. O consultor de mercado Gilberto Bernardi também acredita em uma queda no preço, mas não motivada em si pelo atraso provocado pela chuva. “Temos uma redução de preço natural nesta época motivada pelo aumento da oferta e certa estabilidade na demanda.

 

O ônus da chuva, no meu ponto de vista, é a fila no escoamento. “Isto porque o produtor voltou a colher e o produto está com uma umidade maior, o que requer mais tempo de secagem no armazém e acaba gerando uma fila”, apontou Bernardi, que também é engenheiro agrônomo.

 

Conforme dados do circular técnico de junho divulgado pelo SIGA (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), a chuva registrada entre 24 e 28 de junho prejudicou o início da colheita principalmente nos municípios de Amambai, Aral Moreira, Coxim, Juti, Naviraí, Ponta Porã e Vicentina, e Laguna Caarapã, e em alguns desses municípios os trabalhos na lavoura não tinham sequer começado até o dia 28.

 

Fonte: Diário MS

Equipe Agron

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