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Ameaça do protecionismo ao emprego

Presidente da CNA adverte, na OIT, para ameaça do protecionismo ao emprego.

 

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A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu, alertou sobre o risco que políticas protecionistas de países desenvolvidos podem ter sobre o emprego, durante a 102a sessão da conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A reunião da Organização, que conta com 185 países membros, começou dia 5 e encerra em 20 de junho, em Genebra, Suíça.

 

Diante das delegações internacionais presentes, a senadora discursou, nesta terça-feira, como representante do setor empresarial brasileiro. Ela lembrou a importância de evitar que, levados pelo medo da crise que assola as economias desenvolvidas, os países ricos acabem por adotar políticas protecionistas, interferindo na economia de mercado.

 

“Não seria justo nem compreensível que diante de dificuldades que são transitórias, estes países patrocinassem uma volta aos mercados protegidos e ao Estado onipresente, tudo o que não lhes serviu em sua marcha para o progresso”, afirmou a senadora.

 

A presidente da CNA afirmou, ainda, que apesar da crise atravessada pelas grandes economias mundiais e o “terrível efeito” das mesmas sobre o emprego em países desenvolvidos, é “impossível não reconhecer que o mundo está melhorando”.

 

“Se a desigualdade está se elevando no interior das economias mais ricas do mundo, a desigualdade entre países e, portanto, entre populações está claramente se atenuando. Neste momento as economias emergentes e em desenvolvimento já tem uma participação maior na produção mundial do que as economias desenvolvidas. O mundo como um todo está se tornando mais justo”, afirmou a senadora Kátia Abreu.

 

Estavam presentes, como membros da comitiva brasileira, os presidentes das Federações da Agricultura do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel; de Minas Gerais, Roberto Simões; da Paraíba, Mário Borba; de Goiás, José Mário Schereiner; de Santa Catarina, José Zeferino Pedrozo; o Secretário Executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Daniel Carrara; e o presidente do Instituto CNA, Moises Gomes.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

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