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Ferrugem deixa prejuízo de US$ 1 bilhão em MT

Sojicultores mato-grossenses perderam cerca de US$ 1 bilhão na safra 2012/2013 em decorrência da ferrugem asiática. Número apresentado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) está relacionado ao cultivo de uma área de 8 milhões de hectares, em que os prejuízos chegaram a 5 sacas (60 kg) por hectare, totalizando 40 milhões de sacas perdidas.

 

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A perda financeira foi calculada considerando a cotação de US$ 24 por saca do grão. Para reduzir os prejuízos, começa neste sábado (15) o vazio sanitário, que segue até 15 de setembro, período em que os produtores estão proibidos de cultivar a soja e têm a obrigação de destruir a planta guaxa, ou tiguera.

 

Para o diretor técnico da Aprosoja, Luiz Nery Ribas, a maior preocupação de todos são as plantas guaxas que causam a contaminação das plantas e cujos registros começaram em 2004. “A eliminação é fundamental e primordial para o bom andamento da próxima safra. Cabe ao produtor uma conscientização em cumprir a lei, mas também limpar as margens das rodovias que mesmo sendo dever das autoridades públicas contribuem para o melhoramento da safra”.

 

Ribas explica que neste conjunto de ações todos tem seus deveres. “Além das boas práticas através do trabalho de conscientização que realizamos, temos reduzido a perda em função do clima e também do monitoramento realizado durante os 90 dias”.

 

O coordenador da Comissão de Defesa Vegetal do Ministério da Agricultura em Mato Grosso (Mapa), Wanderlei Dias Guerra comenta que a destruição das guaxas deve ocorrer antes de iniciar o período do vazio sanitário e incentiva o uso da soja precoce. “A tarefa do produtor se baseia na grande ação que é este período. E isso deve começar a ser feito antes mesmo do dia 15. É importante que os produtores saibam que a partir desta data não pode mais haver plantas nas lavouras. Para garantir melhor rentabilidade e reduzir o risco de contaminação da soja precoce pelo fungo”.

 

A multa para os produtores que não seguirem as normas é de 30 Unidades de Padrão Fiscal (UPF’s), equivalentes a R$ 2,250 mil, sendo que cada UPF custa R$ 75, além da interdição de propriedade até que elimine a soja guaxa. Essas medidas são tomadas para estimular o cuidado com a germinação da planta no período proibitivo.

 

O vazio sanitário é adotado desde 2006 em 12 estados do país. Além do Mato Grosso também aderem à proibição Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná, Bahia, Rondônia, Maranhão e Pará.

 

Fonte: Gazeta Digital Autor: Nayana Bricat, colaboração Fabiana Reis

Equipe Agron

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