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Geoprocessamento: trabalha em estudos de clima

Geoprocessamento trabalha estudos de mudanças climáticas e distribuição espacial e temporal de doenças e pragas de plantas.

 

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A equipe do Projeto Climafitos, da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), organizou curso sobre geoprocessamento para apresentar aos pesquisadores e estudantes do projeto os principais conceitos envolvidos na disciplina e exemplos de sua aplicação no estudo de impacto das mudanças climáticas sobre problemas fitossanitários, por meio de exposições teóricas e atividades práticas no Laboratório de Geoprocessamento e Métodos Quantitativos. O curso foi realizado no período de 20 a 31 de maio de 2013 em Jaguariúna, SP.

 

O Climafitos foi aprovado em edital de Cooperação Internacional e tem como objetivo avaliar o impacto das mudanças climáticas sobre doenças e pragas de importantes culturas para a agroindústria do Brasil e Argentina. A coordenação é compartilhada entre o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA, Argentina) e a Embrapa Meio Ambiente.

 

Conforme Emília Hamada, pesquisadora responsável pelo projeto, “o Geoprocessamento é uma ciência que envolve os conceitos de manipulação de dados espaciais georreferenciados por meio de instrumentos computacionais chamados de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Um SIG é constituído por um conjunto de ferramentas especializadas em adquirir, armazenar, recuperar, transformar e emitir informações espaciais, tornando-se cada vez mais utilizado nos diversos campos de estudo e, em nosso caso, as mudanças climáticas e os problemas fitossanitários”.

 

A programação contou com os temas de Sistema de Informações Geográficas, introdução ao Sensoriamento Remoto, fundamentos de Cartografia, Cartografia temática, bem como aulas práticas com uso de SIG e do banco de dados geográfico desenvolvido no âmbito do projeto.

 

Raúl Omar Cáceres Díaz, pesquisador em manejo de solos do INTA de Las Brenãs, em Chaco, Argentina, fez o curso. Para ele, esse projeto em colaboração entre as duas instituições é importante. “Nesse curso, conheço a metodologia de monitoramento de mudanças climáticas e as possibilidades de aparecimento de pragas na Argentina”.

 

Outro pesquisador do INTA, da Unidade de Córdoba, Eduardo Matias Bisonard, fitopatologista, também participou do curso para conhecer o efeito do impacto das mudanças climáticas e a distribuição de pragas. “Trabalhar com essa ferramenta irá permitir projetar o futuro da disseminação das principais doenças na Argentina”, diz.

 

Houve também palestras sobre Impacto das mudanças climáticas sobre a agricultura: experimentos Face (Free Air Carbon Dioxide Enrichment) e OTC (Open-Top Chambers); sobre Métodos estatísticos em análise de risco de problemas fitossanitários; e sobre o Projeto Climafitos e sua organização do banco de dados. No encerramento, houve validação e discussão dos mapas de distribuição espacial e temporal de doenças e pragas de plantas do Climafitos.

 

Projeto Climafitos

Iniciado no final de 2011 e com duração de três anos, o projeto tem como parceiros Embrapa Semiárido (Petrolina, PE), Embrapa Algodão (Campina Grande, PB), Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília, DF) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

 

No Climafitos está sendo elaborado e estruturado um banco de dados geográfico de informações climáticas dos cenários futuros para o Brasil e Argentina. Problemas fitossanitários das culturas de cana-de-açúcar, amendoim e algodão estão sendo estudados, com elaboração de mapas de favorabilidade climática das doenças e pragas nos cenários presente e futuros, até final do Século 21, além de prever os panoramas de incidência e severidade desses problemas fitossanitários nessas culturas nos cenários climáticos futuros.

 

Para Emília, a pesquisa e discussão em rede (Brasil-Argentina) é uma oportunidade indispensável para evitar esforços desnecessários e integrar os resultados obtidos com as diversas culturas importantes para a agroindústria argentina e brasileira. “Espera-se com esse projeto o fortalecimento dos vínculos de cooperação bilateral entre as instituições, pois o tema de mudanças climáticas é considerado estratégico para a Embrapa e o INTA”.

 

Fonte: Embrapa Meio Ambiente            Cristina Tordin Jornalista

Equipe Agron

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