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Sojicultores esperam melhores preços

Sojicultores de Campo Novo Parecis e Sorriso esperam melhores preços

 

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A ajustada relação entre a oferta e a demanda de soja no cenário mundial tem favorecido não só os preços no mercado internacional, mas também no mercado interno brasileiro. Os valores da saca de soja vêm registrando expressiva valorização nas principais praças de comercialização do Brasil  e, em alguns locais, chegou a subir até R$ 5,00/saca na última semana.

 

Da safra brasileira 2012/13, pouco mais de 15% ainda resta para ser comercializada e, em busca de preços melhores, os produtores têm segurado o que ainda têm para vender. Frente a isso, os negócios no mercado interno acontecem de forma mais lenta não só para a soja, mas também para o milho, porém, refletindo uma recuperação das cotações semana a semana.

 

Segundo Antônio de La Bandeira, gerente do Sindicato Rural de Campo Novo do Pareci, a soja convencional vem sendo negociada a R$ 55,00/saca no mercado disponível, contra uma média de R$ 52 a R$ 53 na semana passada. “O produtor está recuado, está esperando mais um pouco, pois estamos em maio ainda e tem muita coisa pela frente”, diz.

 

De acordo com um levantamento feito pelo Cepea, entre os dias 17 e 24 de maio, o indicador ESALQ/BM&F Bovespa subiu quase 4%, encerrando a última sexta – feira a R$ 64,12 por saca de 60 kg. E segundo Liones Severo, consultor de mercado do SIM Consult, esses preços devem continuar avançando, uma vez que há falta de soja no mundo e a demanda não dá sinais de desaquecimento.

 

“O mercado está em crise de escassez, é um mercado revolto, que tenta resolver essa situação através de boatos, mas ninguém consegue domar a leia maior da economia, que é a de oferta e procura, e só tem uma maneira de resolver isso, que é pelo preço. O mercado tem atacado todo desempenho de preço mais alto, que seria a solução desse mercado para resgatar oferta e conter também o consumo. Não está acontecendo isso, o mercado segue desenvolvendo sua natureza, que é de compensar isso de alguma forma, com oferta ou com contenção de demanda”, explica Severo.

 

Para o consultor, ainda não estamos passando pelo forte da crise de escassez, já que os meses determinantes de entressafra nos Estados Unidos estão por vir. Esse é o quadro, portanto, que estimula esse movimento de retenção de vendas por parte dos produtores brasileiros. Afinal, praticamente todo o volume da soja norte-americana destinado à exportação já foi vendido e a demanda global, principalmente por parte da China deverá se voltar, novamente, para a América do Sul, principalmente no Brasil. Na última sexta-feira, o preço da soja no porto já batia os R$ 67/saca.

 

Segundo Antônio de La Bandeira, essa demanda aquecida se confirma em Campo Novo do Parecis, com uma procura por soja muito grande por parte das trades compradoras. “O produto está na mão de poucos produtores, são grupos mais consolidados financeiramente, e eles têm condições de segurar e as expectativas são de que esse quadro se mantenha”, disse.

 

Na região de Sorriso, também no Mato Grosso, o presidente da Coacen, Gilberto Peruzzi, afirma que a situação se repete e, por lá, os sojicultores também têm segurado seu produto. Na última sexta (24), a soja era negociada a R$ 48,00/saca no disponível.

 

Já os preços de hoje em Ubiratã/PR, indicam que a soja valendo R$ 54,50 por saca nesta segunda-feira (27), segundo números da Coagru (Cooperativa Agroindustrial União). No Rio Grande do Sul, de acordo com a Cotrijal, cooperativa de Não-Me-Toque, a saca da oleaginosa estava sendo negociada a R$ 57.

 

Mercado Internacional – Nesta segunda-feira (27), as bolsas de Chicago e Nova York não operam em função do feriado do Memorial Day comemorado hoje nos Estados Unidos. As cotações dos grãos e das soft commodities apresentadas em nossa homepage, portanto, representam os valores do fechamento do pregão regular da última sexta-feira. As negociações serão retomadas na terça-feira (28).

 

Na última sessão, o contrato julho/13 da soja fechou os negócios valendo US$ 14,76 por bushel e o agosto se manteve no patamar dos US$ 14, encerrando o dia a U$ 14,02/bu. No milho, o julho fechou valendo US$ 6,57 e o trigo setembro/13, US$ 7,04.

 

Fonte: Notícias Agrícolas/Carla Mendes

Equipe Agron

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