O estoque apertado de soja na parte leste do Cinturão do Milho nos Estados Unidos antes da colheita de outono pode obrigar as companhias que atuam no país a importar o produto da América do Sul para atender a demanda interna, avaliou o vice-presidente executivo de agronegócios da processadora de grãos CHS, Mark Palmquist. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) prevê que restarão estocados apenas 125 milhões de bushels (3,40 milhões de toneladas) antes da próxima safra, o menor nível desde 2004.
Especialistas dizem que a medida é adotada apenas quando o estoque cai muito. A escassez histórica se deve à seca do ano passado e à forte demanda no leste do cinturão, que concentra grande quantidade de produtores de frango e porco (alimentados com o farelo da soja). Já na parte oeste, o abastecimento não preocupa tanto. ‘Continuaremos a comprar soja no final do verão no oeste da região produtora, mas prevemos que o leste pode ficar sem estoques’, disse Palmquist. Os meses mais difíceis serão julho e agosto. Até quem costumava transformar grãos de soja em farelo em outras safras, devido ao grande volume da colheita, precisará importar para garantir o fornecimento.
A grande questão, segundo Palmquist, é se e quando poderá ser importada soja da América do Sul de forma que não haja desabastecimento nos 30 a 40 dias que antecedem a colheita de outono dos EUA. Porém, a confiança dos produtores está em uma safra volumosa de soja na Argentina e no Brasil.
Fonte: Dow Jones.
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