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CBOT: grãos avançam com clima adverso nos EUA

Nesta segunda-feira (13), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em campo misto. O mercado parece buscar um direcionamento hoje depois do último boletim de oferta e demanda divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira (10).

 

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Os primeiros vencimentos se mantêm do lado positivo da tabela, ainda refletindo a escassez da oferta de soja disponível nos Estados Unidos e uma demanda ainda muito aquecida tanto interna quanto para exportação.

 

O aperto dos estoques dos EUA já tem até mesmo feito com que trades americanas importem produto brasileiro para cumprirem seus contratos. Por outro lado, os contratos mais distantes recuam diante das boas expectativas para a nova safra norte-americana. Os primeiros números para a temporada 2013 também foram divulgados pelo USDA e ficaram acima das expectativas do mercado, o que acabou pesando ligeiramente sobre as cotações.

 

O departamento norte-americano estima que a safra nova de soja do país some mais de 92 milhões de toneladas. Paralelamente aos fundamentos que movimentam o mercado da soja, as análises técnicas, de gráficos, apontam que a soja está “lateralizada” desde outubro do ano passado.

 

De acordo com o gestor de investimentos Antônio Domiciano, da SmartQuant Fundos de Investimentos, “a soja está presa entre os patamares de US$ 13,50 e US$ 15, e não existe uma tendência definida para os preços neste momento.

 

 “Por isso, será preciso muita atenção para o rompimento de um desses dois valores”, disse. O milho e o trigo, por outro lado, avançam nesta segunda-feira. O mercado dos grãos ainda observa o clima adverso que compromete o bom desenvolvimento do plantio nos Estados Unidos. Segundo informações da agência internacional Bloomberg, o excesso de chuvas em importantes regiões produtoras do Meio-Oeste norte-americano acaba afastando cada vez o mais o risco de uma safra recorde este ano.

 

 No final de semana, o clima se manteve muito úmido e com temperaturas muito baixas, o que, segundo o instituto de meteorologia DTN, poderia ter causado mais atrasos na semeadura. Na tarde de hoje, o USDA atualiza seus números sobre a evolução do plantio até o último domingo. No entanto, ainda de acordo com Domiciano, para o milho, os gráficos apontam uma tendência de baixa para os preços, os quais estão presos em um intervalo de US$ 6,25 e US$ 7 por bushel.

 

 “O milho até tenta subir mais, mas não encontra fôlego para isso. Ele perde aos poucos e ainda não se sabe até onde a queda pode ir”.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

Equipe Agron

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