Produtor de soja convencional tem lucro de até R$ 8 a mais por saca vendida
Apesar do prêmio, o plantio de soja não transgênica precisa ser estimulado, diz Abrange Vivian Lessa Produtores que plantam soja convencional ganham até R$ 8 por saca a mais em relação a transgênica.
O valor, que é um prêmio pago aos produtores pelo plantio da soja não geneticamente modificada, mostra um crescimento de 300% em relação ao que era pago há três anos, com a média de R$ 2 por saca, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores e Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange).
Os R$ 8 de prêmio equivale a 50 sacas por tonelada ou R$ 100 por tonelada. “Considerando uma produtividade média de R$ 50 sacas por hectare em um propriedade de mil hectares, o rendimento é de R$ 300 mil. Esse é um rendimento extra pela venda da soja convencional”, explica o diretor técnico da Abrange, Ivan Paghi.
Na contramão da valorização do prêmio, diminuiu a representatividade no plantio da soja convencional em relação a produção total do grão no país. Em Mato Grosso – maior produtor de soja não transgênica do mundo, por exemplo, cerca de 35% do grão cultivado no estado é convencional – considerando um índice anterior de 40%. No país, cerca de 20% da produção não é transgênica atualmente.
Segundo Paghi, está faltando interesse de produtores, sementeiras e revendas. Ele explica que o produtor precisa abrir mão da comodidade de plantar soja transgênica, pelo uso de específicos de insumos eficientes a ervas daninhas. Além disso, enfatiza que as revendas precisam incluir o grão convencional nos pacotes de insumos para financiamento da safra. Conforme ele, o custo de plantio da convencional é o mesmo da transgênica.
Outra vantagem é que o produtor não precisa pagar royalties por uso de tecnologia. No entanto, o presidente da Abrange, César Borges de Souza, adverte que não é preciso deixar de plantar a soja transgênica. “Precisamos é de rotação de cultura, rotação de tecnologia, para que as plantas daninhas não fiquem resistentes ao agrotóxicos aplicados no campo”. Para ele, o ideal é que o produtor divida a área cultivável em 1/3 de transgênico, 1/3 de convencional e outra mesma parcela em transição.
Fonte: Agrodebate
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