Cada vez mais o produtor rural, seja de grande ou de pequena propriedade, percebe a importância de diversificar sua produção. Entre as opções de agronegócio, a piscicultura ainda é pouco atraente, especialmente porque a legislação ambiental é bastante rigorosa com a produção de peixes.
As implicações ambientais da piscicultura tradicional são muitas: geralmente, um tanque escavado necessita que se faça o desvio de águas que de algum rio. Após abastecido, o tanque libera água com fezes animais e resto de ração, que são poluentes. Além disso, há o risco de um peixe exótico escapar para um rio, prejudicando a fauna nativa.
Professores da Universidade Federal da Grande Dourados estão apresentando uma solução para os produtores rurais que querem investir na produção de peixes. A aquaponia é um projeto de produção integrada de peixes e hortaliças, com o objetivo de economizar água e transformar os dejetos poluentes em nutrição para as plantas e em bioenergia.
O engenheiro agrícola Rodrigo Jordan, o engenheiro agrônomo Luciano Geisenhoff, e a médica veterinária Fabiana Cavichiolo são os responsáveis pelo projeto de aquaponia. Trata-se de uma estufa sob a qual ficam 10 caixas d’água com 500 litros. Em cada caixa uma há 90 a 130 peixes. Todas estão conectadas através de um sistema de canos, que usa a gravidade para fazer a água circular sem parar.
Esta água que se mantém circulando passa por três filtros de limpeza. Os dejetos, que ficam no fundo das caixas, são retirados através de descargas e encaminhados para um reservatório. Os detritos voltam a se acumular no fundo do reservatório, enquanto na parte de cima fica a água com menor concentração de sólidos (água residuária). Os dejetos do fundo são bombeados para um biodigestor, onde ficam por sete dias em tratamento. Já a água residuária é encaminhada para outra caixa, que abastece as hortaliças.
O sistema de cultivo de hortaliças é simples: sobre telhas de fibrocimento, popularmente conhecidas como Eternit, são colocadas pedras britas, e nelas são plantadas mudas de alface com quinze dias após a semeadura. Essas mudas são irrigadas com uma mistura formada pela água residuária e o biofertilizante que saem do biodigestor. O sistema de irrigação é automatizado, passa meia hora gotejando sobre as telhas e mais meia hora sem circulação de água.
Assim, o biodigestor transforma os dejetos poluentes em fertilizante para as alfaces. E as plantas devolvem o benefício para os peixes, pois elas consomem a amônia presente nas fezes animais, tornando a água novamente adequada para os peixes.
A produtividade do sistema é muito maior se comparada aos métodos tradicionais tanto de criação de peixe quanto de cultivo de hortaliça. O cultivo tradicional de alface produz 50 toneladas por hectare; na aquaponia seriam 300 toneladas no mesmo espaço. Além disso, na aquaponia a colheita é feita a cada 30 dias, o que demoraria 45 dias no modo normal. Em relação aos peixes, o ciclo de produção diminui de 6 meses a um ano para apenas quatro meses.
Para saber todos os detalhes sobre este projeto, acesse o link no site da UFGD: http://www.ufgd.edu.br/noticias/aquaponia-producao-integrada-de-peixes-e-hortalicas-com-sustentabilidade-1
Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).
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