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Soja e milho fecham em queda na CBOT

Soja e milho fecham em queda na CBOT após sessão volátil

 

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Depois de uma sessão bastante volátil, os contratos futuros da soja fecharam o pregão regular em queda na Bolsa de Chicago. O mercado optou pela realização de lucros na sessão desta terça-feira (30), após intensas altas registradas na sessão anterior, quando a oleaginosa atingiu patamares próximos aos mais altos dos últimos dez meses.

 

 No entanto, o cenário para os preços, principalmente para os vencimentos de mais curto prazo, ainda é positivo,haja vista que os fundamentos permanecem bastante positivos. A oferta nos Estados Unidos segue muito apertada, com aproximadamente 100% de todo o volume destinado à exportação já vendido e a demanda pela soja norte-americana se mostrando ainda muito aquecida.

 

Nesse quadro, a firmeza do mercado físico norte-americana também atua como fator positivo para os preços futuros em Chicago, uma vez que, em busca de preços ainda melhores, os produtores vêm segurando suas vendas, provocando uma forte disputa pelo produto disponível.

 

Por outro lado, como explicam analistas, nas posições de mais longo prazo já pesam as especulações sobre a nova safra dos Estados Unidos. O clima adverso tem atrasado severamente o plantio do milho, que está concluído em apenas 5% da área prevista, e poderia fazer com que os agricultores migrassem da cultura do cereal para a soja.

 

 Apesar desse atraso no plantio nos EUA, os futuros do milho também fecharam o dia em terreno negativo, com as baixas, de acordo com os analistas, justificadas por um movimento de realização de lucros. Na sessão desta segunda-feira (29), os principais vencimentos do grão fecharam no limite de alta em Chicago refletindo esse clima desfavorável nos EUA. Apesar disso, o clima adverso nos Estados Unidos – fator que motivou as altas de ontem – segue como o principal foco do mercado nesse momento. “Há muita atenção sobre os mapas climáticos”.

 

“Parece que poderemos ter um alívio a partir da segunda semana de maio com um tempo um pouco mais seco, o que permitiria o produtor a entrar plantando pesado para tentar recuperar o atraso que temos visto até agora”, explica Pedro Dejneka, analista de mercado da PH Derivativos.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

Equipe Agron

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