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Chuva prejudica quem vive às margens do Solimões

Nível da água do rio não para de subir. Agricultores lutam para salvar um pouco da produção.

 

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A chuva está causando problemas para as comunidades que vivem às margens do Rio Solimões, no Amazonas.

Com a subida do nível das águas do rio, resta aos agricultores tentar salvar as plantações que ainda não foram alagadas, antecipando a colheita mesmo quando a plantação ainda não amadureceu.

O índio kokama Elson João Felix, que vive na comunidade de Sapotal, na margem esquerda do Rio Solimões, diz que os agricultores estão deixando de plantar banana por causa das perdas com as enchentes. “Não posso plantar banana só pra estragar. Vem a água e estraga tudo”, diz.

Na comunidade de Sambacú, a agricultora Cristiane da Silva teve que suspender os canteiros para não perder a plantação de cebolinha, pimentão e chicória. “Têm que cair na água mesmo para poder tira as verduras que a gente precisa. É muito difícil a situação neste estado em que estamos”, diz.

Os animais também sofrem com a subida das águas. Sem terra para o pasto, é preciso criatividade para alimentá-los. Para evitar que o gado caia na água, morra afogado ou seja atacado por animais peçonhentos, os ribeirinhos constroem no período da cheia currais flutuantes, conhecidos na região como marombas.
As galinhas, os porcos, os patos e os bichos de estimação também são recolhidos para as marombas e terão que se acostumar com a nova casa até a vazante dos rios da região.

Segundo a Defesa Civil de Tabatinga, 670 famílias das zonas rural e urbana já foram atingidas pela cheia do Rio Solimões. De acordo com a Secretaria de Produção Rural do Amazonas, as perdas com as cheias, no ano passado, chegaram a R$ 105 milhões.

 

Fonte: Globo Rural

Janielly Santos

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