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Bunge: Alerta de oferta de grãos

Bunge alerta para extensão de aperto da oferta de grãos

 

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Os estoques de culturas como milho e soja diminuíram após uma seca histórica nos Estados Unidos no ano passado e por causa da forte demanda de compradores como a China.

 

Os congestionamentos nos portos brasileiros e as vendas limitadas pelos agricultores norte-americanos mantêm a oferta global de grãos apertada, enquanto há expectativas de grandes colheitas no segundo semestre, afirmou a gigante do agronegócio Bunge nesta quinta-feira.

 

Os estoques de culturas como milho e soja diminuíram após uma seca histórica nos Estados Unidos no ano passado e por causa da forte demanda de compradores como a China. Fabricantes de alimentos esperam grandes colheitas nos Estados Unidos neste ano para reconstruírem estoques, o que colocaria mais pressão sobre os preços, que recuaram das máximas de todos os tempos do ano passado atingidas por causa da seca.

 

No entanto, o fluxo de produto para o mundo por parte de produtores na América do Norte e do Sul permanece limitado, de acordo com a Bunge, uma das principais tradings agrícolas do mundo. “Os mercados do agronegócio estão em transição entre uma oferta apertada e um fornecimento mais confortável”, disse o presidente da Bunge, Alberto Weisser, em um comunicado.

 

A Bunge está enfrentando desafios logísticos no Brasil, onde se espera que os agricultores colham uma produção recorde de milho e soja. Os atrasos estão gerando custos no Brasil, fazendo com que a China perca a paciência e cancele algumas cargas, trocando pelo produto dos Estados Unidos. Weisser disse, ao comentar os lucros trimestrais da Bunge, que a equipe do agronegócio da empresa “teve um bom desempenho, gerenciando bem riscos em um ambiente de mercado volátil, caracterizado por estoques globais apertados e logística desafiadora do Brasil”.

 

“O congestionamento no Brasil está melhorando, mas os atrasos vão persistir até a colheita dos EUA mais tarde este ano”, disse ele. LUCRO TRIMESTRAL A Bunge registrou resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre do ano ajudada por uma alta nas vendas de produtos de açúcar e bioenergia, informou a empresa nesta quinta-feira. A empresa lucrou 170 milhões de dólares no primeiro trimestre encerrado em 31 de março, em alta ante os 84 milhões de dólares de um ano antes.

 

Excluindo itens, a companhia lucrou 1,15 dólar por ação, superando a estimativa dos analistas, de 92 centavos por ação, de acordo com o Thomson Reuters I/B/E/S. A receita totalizou 14,79 bilhões de dólares, superando a expectativa do mercado de 13,99 bilhões. As vendas de produtos de açúcar e bioenergia subiram 26 por cento. A Bunge está entre as quatro grandes empresas que dominam o fluxo de produtos agrícolas no mundo, as chamadas “ABCD”.

 

Fonte: Reuters

Equipe Agron

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