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RS: Produção de morangos ainda é pequena na região

O consumidor está cada dia mais exigente com a qualidade dos alimentos. A diversidade de pratos na mesa é um dos grandes impulsionadores das atividades alternativas de renda, para o homem do campo. Dezenas de variedades de alimentos saíram de dentro das pequenas hortas para conquistar espaços do lado de fora dos cercados. O moranguinho é dos produtos que deixou de ocupar acanhados espaços para produções em grande escala.

 

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Para o agrônomo da Emater-RS de Passo Fundo, Alessandro Davesac, o moranguinho é mais uma excelente alternativa que o homem rural pode agregar nas atividades de produção de alimentos. “É um negócio que não exige muita área de terra, mas por outro lado, precisa de mão de obra diariamente”, salienta o agrônomo. Segundo ele, no município existem hoje cerca de 2 hectares destinados a produção de morangos.

 

O plantio das mudas iniciado em março, que formarão a safra deste ano, deve se prolongar até o final deste mês. De acordo com Davesac, em média são cultivados 60 mil pés em apenas 10 mil metros quadrados de terra. Conforme o agrônomo, em apenas um hectare é possível uma colheita de 18 toneladas de morango. O alimento é comercializado até acima de R$ 7,00 o quilo. A produtividade somada a um bom preço dá um movimento financeiro anual, em apenas 1 hectare de área, superior a R$ 100 mil.

 

Na região, a atividade ainda é tímida em comparação com outras do Estado como, por exemplo, a do Caí, do Sul e da Serra Gaúcha. No Rio Grande do Sul, o morango já ocupa 540 hectares de terra, o que lhe garante ser o segundo estado brasileiro em produção de morango, ficando apenas atrás de Minas Gerais. O estado de São Paulo aparece em terceiro lugar. Na última safra o Rio Grande do Sul produziu cerca de cinco mil toneladas de morangos.

 

Davesac aponta a dificuldade de mão de obra como um dos motivos pelo pouco investimento que os produtores fazem na atividade de morangos. “Apenas é mecanizado o preparo do terreno. O plantio e a colheita ainda são por sistema manual”, disse.

 

Existem no mercado dois tipos de morango. As variedades conhecidas por “dias curtos” não exigem a coleta do alimento diariamente. O produtor que optar por colheita diária deve formar sua horta com as variedades “dias neutros”.

 

Conforme o agrônomo, não há como quantificar quantos agricultores produzem em pequenos espaços para atender uma demanda específica. “Tem ainda aqueles que produzem apenas para o consumo próprio”, completou.

 

Fonte: Diário da Manhã – Passo Fundo

 

Equipe Agron

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