Pesquisadores definem novas estratégias para estudo com palhada da cana
Cerca de 20 integrantes do projeto de pesquisa ‘Manejo Sustentável da Palhada da Cana-de-açúcar para Otimização da Produção de Energia’ estiveram reunidos nos dias 14 e 15 de março, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), na capital alagoana, e na Unidade de Execução de Pesquisas da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) em Rio Largo, na região metropolitana de Maceió.
O objetivo da reunião técnica foi apresentar e discutir os resultados obtidos ao longo de quase três anos de pesquisas, com participação em rede de mais de 50 pesquisadores de São Paulo, Goiás, Bahia, Alagoas, Piauí e Paraná, além de promover nivelamentos metodológicos e delinear os desdobramentos futuros da pesquisa, incluindo reprogramação financeira, produção de relatórios e estratégias de ação.
Participaram do encontro pesquisadores de seis Unidades da Embrapa e universidades parceiras, além de representantes do setor produtivo e do Cenpes – Centro de Pesquisas da Petrobras e da Petrobras Biocombustível (PBio), que financiam o projeto de pesquisa.
Liderado pelo pesquisador Antônio Santiago, da Unidade de Execução de Pesquisas da Embrapa Tabuleiros Costeiros em Rio Largo, o projeto tem por objetivo principal determinar a quantidade de palhada a ser mantida no campo para a garantia da sustentabilidade do sistema de produção da cana-de-açúcar em diferentes regiões produtoras do Brasil. A ideia é viabilizar a retirada, para produção de etanol biocombustível, da maior quantidade possível de palha sem prejudicar a produção e produtividade da cana nem causar impactos ambientais indesejáveis.
Avaliação
Um fato que indica a boa aceitação dos resultados parciais da pesquisa pelas instituições financiadoras é a prorrogação do prazo de conclusão do projeto até a metade de 2015, por meio de um aditivo ao contrato inicial.
Para Vinícius Lima, engenheiro agrônomo do Cenpes, a Petrobras está satisfeita com o andamento do projeto. “É evidente o grande empenho e engajamento dos pesquisadores envolvidos no projeto para desenvolver um trabalho de qualidade. O conhecimento a ser gerado ao final do estudo é fundamental para que a nossa área de negócios tome decisões relativas à produção de etanol de 2ª geração”, declarou.
A reunião técnica teve, ainda, a presença das gestoras de dois macroprogramas (MPs) que compõem a plataforma de projetos de pesquisa da Embrapa, Patrícia Ianella, gestora do MP1 (Grandes Desafios Nacionais), e Milene Castellen, do MP2 (Competitividade e Sustentabilidade Setorial), sob o qual está inscrito o projeto da palhada.
Para Castellen, que também é gestora do convênio Embrapa-Petrobras no âmbito da Embrapa, o balanço é extremamente positivo. “Os relatórios e as apresentações demonstram que as ações de pesquisa vêm sendo conduzidas da melhor forma possível, por uma equipe extremamente qualificada e comprometida em entregar ao nosso parceiro resultados de qualidade. E isso traz boas perspectivas, inclusive de novos projetos na nossa plataforma resultantes do desdobramento desse ”, avalia.
Resultados
O projeto ‘Manejo Sustentável da Palhada da Cana-de-açúcar para Otimização da Produção de Energia’ já gerou 24 publicações em bases indexadas e eventos técnico-científicos.
Com 58 pesquisadores, 42 agentes de apoio – estudantes-bolsistas e técnicos agrícolas, e 15 estagiários, o projeto envolve cinco Unidades da Embrapa – Embrapa Tabuleiros Costeiros, Embrapa Cerrados, Embrapa Meio Norte, Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Semiárido, além da Universidade Estadual de Londrina, PR (UEL) e do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, SP.
Os recursos aplicados pela Petrobras no projeto são da ordem de R$ 1,7 milhão.
Os estudos programados se dividem nos subtemas ‘Caracterização física, química e monitoramento da água no solo’; ‘Caracterização dos compartimentos e modelagemda matéria orgânica do solo’; ‘Decomposição e produção de biomassa aérea da cana-de-açúcar’; ‘Estudos de fenologia, qualidade industrial e produtividade da cana’; ‘Atividade e diversidade microbiana’; ‘Levantamento de doenças’; ‘Levantamento de população de insetos-pragas e nematóides’; ‘Monitoramento de fauna do solo’; ‘Estudos de fitossociologia das plantas daninhas’ e ‘Medição de perdas de solo e água’.
Um dos desafios para as equipes responsáveis pela coordenação dos estudos em cada região produtora é ajustar as variáveis estudadas para a realidade local, com condições climáticas distintas, solos diversos e declividades diferentes. Outro problema a ser monitorado, principalmente nas áreas mais secas, é o risco de queimadas, que podem colocar a perder meses de estudos caso atinjam as áreas de experimentos.
Fonte:Embrapa
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