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MT perde liderança em ranking de valor da produção

Mato Grosso perde a liderança no ranking dos estados com maior Valor Bruto da Produção (VBP). Crescimento de 3,4% em relação a 2012, passando de R$ 40,170 bilhões para R$ 41,533 bilhões em março deste ano, não foi suficiente para manter a posição, que foi assumida por São Paulo. Aquele estado teve expansão de 30,3% na mesma base de comparação, totalizando R$ 47,663 bilhões este ano.

 

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Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A diferença entre os estados pode ser ainda maior por causa do milho. Apesar de o Mapa indicar uma alta de 15% no VBP do grão mato-grossense, que chegaria a R$ 8,321 bilhões este ano, produtores avaliam a previsão como otimista demais.

 

“A produção vai se manter, mas o preço não sei se chega a esse patamar. Só se o governo está com a ideia de comprar o milho porque hoje não pega esse valor. É muito cedo para dizer. Está tudo no escuro”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Laércio Lenz. Um levantamento divulgado no fim de dezembro pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) confirmou a previsão de queda de 22% no VBP do milho nesta safra.

 

Para a analista de conjuntura econômica do Imea, Gemelli Lyra, o aumento da área em 11% pode ter equilibrado os fatores negativos, mas o resultado analisado pelo governo federal surpreendeu. Soja – Dentre as lavouras mato-grossenses, o destaque é a soja, cujo VBP teve crescimento de 6,7%, saltando de R$ 22,740 bilhões para R$ 24,284 bilhões. A cultura representa 58,4% do rendimento estadual. Gemelli explica que a soja está vindo com preços menores, mas com área e produção superiores.

 

A vantagem do Estado, segundo a analista, é que não tem quebra de safra como ocorre no Sul e Sudeste porque o clima é mais estável. “O risco climático é menor, influência menos a gente. O clima só preocupa na época de plantio e colheita”. Cana-de-açúcar – A expansão de 18,2% no VBP da cana-de-açúcar é reflexo de uma recuperação no setor. A analista do Imea aponta a melhora no indicador Açúcar Total Redutor (ATR) como fator importante na elevação do Valor Bruto da cana no Estado.

 

Gemelli explica que essa unidade mede o quanto vale a cana, ou seja, quanto açúcar ou álcool ela rende no processo de produção. A avaliação do rendimento, um dos componente do preço, é feito com a análise de amostras colhidas no início do plantio e confirmado no meio da safra.

 

“O ATR foi ruim no ano passado. Tanto que precisamos moer 1 milhão de toneladas a mais para fazer o mesmo produto para não causar problema no mercado”, avalia o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool/MT), Jorge dos Santos, acreditando em uma recuperação nesse fator este ano, considerando a melhora no tratamento da soca (raiz da cana que fica na lavoura e é adubada para brotar).

 

Fonte:A Gazeta

Equipe Agron

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