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Tolerância de plantas à seca

Tolerância de plantas à seca é tema de estudo da Embrapa com ARS/USDA

Na próxima semana, o pesquisador da Embrapa Agroenergia Hugo Molinari começa a trabalhar no desenvolvimento de novas ferramentas de engenharia genética de precisão, no Plant Gene Expression Center, do Agricultural Research Center (ARS) – o órgão de pesquisa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O trabalho será realizado em conjunto com o pesquisador Alexandre Nepomuceno, da Embrapa Soja, e terá como foco o estudo de genes relacionados à tolerância à seca em plantas modelo. O objetivo é melhorar essa característica em culturas de importância comercial no Brasil, especialmente para a cadeia produtiva da agroenergia, tais como a cana-de-açúcar e a soja.

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“Com as mudanças climáticas globais, é necessário conhecer novos genes envolvidos na resposta da planta a estresses abióticos, visando a obter materiais mais tolerantes à seca”, conta Molinari. Na Embrapa Agroenergia, ele coordena pesquisas para desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar mais tolerantes à seca com o gene DREB2A. As primeiras plantas já foram obtidas em laboratório e estão agora sendo avaliadas em casa de vegetação. O trabalho conta com o apoio do Japan Internacional Research Center for Agricultural Sciences (Jircas), proprietária do gene DREB, que também está sendo avaliado nas culturas de eucalipto, soja, milho, algodão e feijão.

Um novo grupo de genes relacionados ao ciclo circadiano das plantas será estudado no Plant Gene Expression Center, que fica na Califórnia. Tais genes são chamados de relógios moleculares por estarem relacionados ao ciclo biológico e serem influenciados pela luz solar. Estudos recentes apontam que eles também podem ter envolvimento na resposta das plantas à seca. Alguns desses genes serão selecionados para validação em plantas modelo, incorporando a engenharia de precisão, que permite o posicionamento mais preciso dos genes no DNA da planta.

Atualmente, o pesquisador Alexandre Nepomuceno, que está no Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior (Labex/EUA), já coordena pesquisas com os relógios moleculares que regulam a atividade de plantas em resposta a estresses ambientais. Ele desenvolve o trabalho em conjunto com Frank Harmon, do ARS/USDA, que estuda a influência dos genes do ciclo circadianos da soja e do milho no comportamento dessas culturas em situação de seca.

Molinari é o segundo técnico da Embrapa Agroenergia que vai aos Estados Unidos realizar pesquisas no ARS/USDA, neste ano. Desde janeiro, a analista Anna Letícia Pighinelli está na unidade de Wyndmoor/Pensilvânia, estudando a produção de bio-óleo a partir de biomassa brasileira.

Fonte:Embrapa

Equipe Agron

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