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Imea mostra redução na produtividade

Desanimado e ainda sem os números oficiais da safra que acabou de colher, o produtor de soja Maurício Arruda Soares, reclama das perdas. Filho de sojicultor, Maurício foi um dos primeiros a plantar soja em Mato Grosso e, em 2013, cultivou aproximadamente quatro mil hectares de soja, no município de Primavera do Leste. “Quando era para chover fez sol e quando precisávamos de estiagem veio a chuva.

 

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Eu perdi mais ou menos 20% da minha produção. Além da umidade, também perdi na hora de colher e de transportar”. Assim como Maurício, a maioria dos produtores mato-grossenses reclama de perdas que começaram a ser registradas logo no começo da colheita. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelam que com 30% de área colhida os produtores já tinham deixado de ganhar R$ 903,4 milhões, quase 5% do valor bruto estimado na safra 2012/13, que equivale a R$ 18,85 bilhões.

 

O clima, fator determinante para o sucesso da produção, foi também o grande responsável pelas perdas financeiras. “Essas primeiras áreas tiveram problemas na qualidade dos grãos por ter sido colhida no período de maior índice pluviométrico do Estado”, explicou o analista de grãos, do Imea, Cleber Noronha. Valdecir Capitanio, sojicultor em Diamantino acrescenta que em sua propriedade outra dificuldade foi com a colheitadeira. “Com a alta umidade a máquina não debulha as vagens. Isso também representa prejuízo no nosso bolso”. A expectativa de Valdecir é que haja pelo menos 20% de perdas da sua produção nesta safra.

 

Devido ao excesso de chuvas, 1,18 milhão de toneladas de soja foram entregues às tradings na hora da classificação como desconto, sem remuneração ao produtor. Os altos índices de umidade provocados pela chuva fizeram com que o padrão de umidade, que é de 14%, fosse ultrapassado. O delegado da Aprosoja em Campo Verde, Jalmar Vargas explica que o problema é que o grão, muitas vezes, não está realmente estragado, mas muito úmido.

 

A trading seca e os grãos ficam no padrão, mas os descontos são aplicados e tudo reflete no bolso do produtor. De acordo com o último boletim do Imea publicado nesta segunda-feira (1), a colheita já atingiu 94.4% e foi registrada uma queda de 1.1%, ou seja, na safra passada foram colhidas 50 sacas por hectare e nesta o número baixou para 49.8.

 

Para o delegado da Aprosoja em Diamantino, a 209 quilômetros de Cuiabá, Altemar Kröling essa queda pode ser um pouco maior em algumas regiões. “Isso preocupa muito os produtores”. Estradas e infraestrutura para escoamento da safra é outra reclamação dos sojicultores. Para o presidente do sindicato rural de Diamantino, José Cazzeta, essa situação já é antiga e toda safra causa muitos prejuízos. “Todo ano é o mesmo problema e é o produtor que arca com os prejuízos”.

 

Fonte:Agro Debate

Equipe Agron

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