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Aumentam os investimentos em soja convencional

Mato Grosso deve colher seis milhões de toneladas de soja convencional. Número corresponde a 25% do total da safra de soja do estado.

 

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Os produtores de Mato Grosso que cultivaram este ano a soja convencional estão conseguindo um bom resultado financeiro. Os compradores, principalmente da Europa e Japão, pagam um dinheiro extra pelo grão livre de transgênicos.

Em Lucas do Rio Verde, no médio-norte de Mato Grosso, a agricultores estão cultivando tanto a soja transgênica quanto a comercial. O produtor Moacir Boldrini plantou este ano mil hectares da soja transgênica e outros 700 da convencional, mas ressalta que é necessário cuidado especial para não haver mistura. “Com a soja convencional a gente gasta um pouco mais com herbicida, mas a produtividade das duas é a mesma”, diz.

Os produtores que preferem a soja transgênica dizem que o grão é mais fácil de cultivar, em compensação, o agricultor tem de pagar royalties para a Monsanto. Produtores como Roger Rodrigues acham que é melhor ficar na convencional.

Ele tem 2,5 mil hectares em Diamantino, região central de Mato Grosso. O agricultor recebe US$ 90 de prêmio por hectare e deixa de pagar cerca de US$ 10 de royalties, o que dá uma soma de US$ 100 por hectare. Dessa compra é preciso deduzir US$ 27 gastos com herbicida usados na lavoura convencional. O saldo positivo é de US$ 73 por hectare.

Os agricultores tinham o receio de que faltasse no mercado as sementes de soja convencional, mas isso começa a ser resolvido com o Programa Soja Livre, criado por associações de produtores e pela Embrapa. A previsão é que na próxima safra cerca de 400 mil sacas de semente de soja livre estejam disponíveis aos agricultores. Os grãos chegarão ao campo certificados, mais uma garantia que o processo de plantio comece sem contaminação dos transgênicos.

“O programa veio mostrar que existiam condições de continuar produzindo com tecnologia, produtividade e variedades, afinal, só tem transgenia se você tem um produto convencional bom e lá insere o gene do transgênico”, diz José Henrique Hasse, diretor da cooperativa Cooteagri, de Lucas do Rio Verde.

A cooperativa criou uma estrutura para lidar com a soja convencional. Os carregamentos passam por testes para comprovar a pureza antes de serem colocados nos silos que são separados da soja transgênica.

Este ano, Mato Grosso deve colher seis milhões de toneladas de soja convencional, o que corresponde a 25% do total da safra de soja do estado.

 

Fonte: Globo Rural

Janielly Santos

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