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Agricultores são remunerados por florestas e rios

Um projeto de repasse de verbas a agricultores para que replantem a flora nativa e preservem os rios ganha força no interior paulista, em uma região antes dominada pela exuberante Mata Atlântica e que deu lugar ao pasto para pecuária, afetando a disponibilidade de água para milhões de pessoas.

 

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Com este objetivo, a cervejaria Ambev, a maior da América Latina, se associou à ONG The Nature Conservancy para desenvolver em Jaguariúna, a 130 quilômetros de São Paulo, um programa que assegure o abastecimento de água no Estado de São Paulo, inclusive na região metropolitana da capital, onde cerca de 20 milhões de pessoas consomem 65 mil litros de água por segundo.

 

Dessa forma, as empresas pagarão por “serviços ambientais” dos agricultores para que preservem suas terras e recuperem a vegetação, mantendo limpa a bacia dos rios Piracicaba-Capivari-Jundiaí, que fornece água a 4,5 milhões de pessoas em dezenas de cidades de São Paulo e Minas Gerais.

 

Nesta região, o corte de árvores para criar espaço para o gado e os cultivos agrícolas degradou a terra, impedindo que a água da chuva chegue até os lençóis freáticos.

 

A água representa 95% da matéria-prima da cervejaria, que assegura ter reduzido nos últimos anos mais de 30% o consumo de recursos hídricos na elaboração da bebida em suas fábricas. Hoje, produzir um litro de sua cerveja requer 3,4 litros de água.

 

Mas segundo a ONG Water Footprint, que desenvolveu um indicador que calcula o uso da água direto e indireto em várias atividades, produzir um copo de 250 ml de cerveja a partir da cevada requer 74 litros de água em toda a cadeia de produção.

 

Neste sentido, a bióloga Nurit Bensusan, ex-coordenadora da Fundo Mundial para a Natureza-Brasil, pediu para que se faça uma reflexão sobre o uso da água, especialmente na agricultura.

 

“Temos que pensar em como se gasta a água no planeta. Cerca de 70% da água é gasta em agricultura e, se quisermos fazer alguma diferença (…) temos que repensar nossos modelos de ocupação do solo e também de consumo”, afirmou.

 

Fonte: Uol – Vitoria Velez

Janielly Santos

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Janielly Santos

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