Categories: Notícia

MPF propõe acordo único para 38 frigoríficos de MT

O Ministério Público Federal está propondo um acordo único para que os 38 frigoríficos instalados em Mato Grosso suspendam a compra de animais para abate criados em fazendas que apresentam irregularidades ambientais, utilizem mão de obra escrava e estejam em terras indígenas ou em unidades de conservação onde é proibida a atividade pecuária.

 

Publicidade

Segundo o MPF/MT, os frigoríficos têm até o dia 5 de abril para aderir ao termo de ajustamento de conduta. O acordo proposto em Mato Grosso faz parte da campanha nacional realizada pelo Ministério Público Federal para a regularização ambiental e social da cadeia produtiva da carne nos Estados que integram o Bioma Amazônico.

Os procuradores explicam que, desde 2007, o MPF vem analisando as guias de transporte animal, as GTAs. O documento registra toda movimentação do gado, desde a propriedade de origem até o local onde foi abatido. A partir desses dados, eles identificaram uma série de irregularidades cometidas em frigoríficos instalados em Mato Grosso, como a compra de animais de propriedades rurais que exploram atividade pecuária em desacordo com as legislações ambientais, indígenas e trabalhistas.

O MPF/MT vem discutindo a proposta de acordo com o setor desde 2009. Os frigoríficos de grande porte (Independência, JBS e Marfrig) assinaram um acordo com o MPF em 2010, que será substituído pela atual proposta. O procurador da República Rodrigo Timoteo da Costa e Silva explica que a convocação dos demais frigoríficos ‘é uma questão de isonomia para o mercado de carnes na região Amazônica, onde o MPF está atuando para que essas empresas sejam parceiras e exijam dos seus fornecedores que a criação de animais para o abate siga as normas estabelecidas pela legislação ambiental e trabalhista brasileira’.

O termo de ajuste de conduta proposto pelo MFP/MT prevê o compromisso dos frigoríficos em não comprarem animais de propriedades que figurem nas listas de áreas embargadas por problemas ambientais; que figurem na ‘lista suja do trabalho escravo’, divulgada pelo Ministério do Trabalho; que estejam localizadas em áreas indígenas reconhecidas por portaria declaratória; que estejam situadas em território indígena ou unidades de conservação ambiental; que tenham condenação judicial de primeiro grau por invasão em terras indígenas, por violência agrária, por grilagem de terra ou por desmatamento e outros conflitos agrários.

 

Fonte: Diário de Cuiabá

 

Janielly Santos

Published by
Janielly Santos

Recent Posts

Preço do milho: Onde a saca de 60 kg vale mais hoje?

Confira o preço do milho hoje nas principais praças do Brasil. Tabela atualizada com valores…

1 hora ago

Preço da soja hoje: Rio Grande lidera cotações no Brasil

Confira o preço da soja hoje nas principais regiões produtoras. Veja as cotações por estado,…

2 horas ago

Preço da Vaca Gorda: Alta nas praças pressiona o mercado

Confira a atualização do preço da vaca gorda nas principais praças brasileiras. Veja onde houve…

2 horas ago

Cortes de poda: como fazer e usar uma pasta cicatrizante caseira com vaselina, canela e própolis para proteger suas plantas

Aprenda como proteger cortes de poda com pasta caseira de vaselina, canela e própolis e…

2 horas ago

Preço do Boi China: SP e PR lideram com arroba a R$ 355

Confira a tabela atualizada do Preço do Boi China em 27/02/2026. São Paulo e Paraná…

2 horas ago

Cravo-da-índia no limão funciona mesmo? Entenda os efeitos práticos e quando a combinação vale a pena

Descubra se cravo-da-índia no limão realmente afasta insetos e quando essa mistura natural vale a…

2 horas ago

This website uses cookies.