A provável desoneração do setor de etanol ‘é muito bem-vinda, mas, ainda assim, limitada’, avalia o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, diretor da Canaplan, empresa de consultoria voltada, principalmente, ao setor agroindustrial da cana-de-açúcar. De acordo com Carvalho, a medida tende a tornar o biocombustível mais competitivo, mas não o suficiente para fazer frente à gasolina.
Segundo ele, o ramo de atividade seria mais beneficiado se houvesse o retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico sobre os combustíveis, a (Cide-Combustível). A alíquota foi zerada em junho. No caso da gasolina, passou de 2,6% para zero, tornando o derivado de petróleo mais competitivo em relação ao etanol. ‘Hoje, proporcionalmente, o etanol paga mais impostos que a gasolina’, afirma.
O governo estuda isentar o setor de etanol do porcentual do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), atualmente em 9,25%, a partir de abril, com o objetivo de conter a inflação. Em maio, também passará a vigorar o aumento da mistura de etanol na gasolina, dos 20% vigentes para 25%. ‘Podemos ter um aumento potencial de demanda com isso’, diz. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que representa as principais usinas do setor sucroalcooleiro, afirma em nota que ‘não comenta o assunto, enquanto não houver uma confirmação do governo sobre o assunto’.
Fonte: Agencia Estado
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