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Castanha-da-índia é exótica e saudável

Com sabor e textura semelhante à batata-doce, a castanha-da-índia, apesar de não muito popular atualmente faz parte das lembranças de infância de muitas pessoas, isso porque, seu consumo já foi comum, principalmente pelas famílias de origem europeia, que tinham nessa amêndoa um quitute de presença regular em suas mesas. A castanheira-da-índia já foi uma planta comum nos pomares das famílias da região Alto Uruguai, mas seu potencial produtivo nunca chegou a ser explorado de forma comercial.
Em Erechim, Gentila Bearzi, colhe muitos quilos de castanha durante a curta safra, que ocorre sempre em fevereiro, das castanheiras que plantou há cerca de 15 anos em seu sítio, localizado na localidade de Desvio Becker. Na safra atual ela já comercializou cerca de 100 quilos entre conhecidos e acredita que ainda tem por colher a mesma quantidade. “No ano passado cheguei a vender castanhas para uma rede de supermercados da cidade, mas a maioria dos compradores são os conhecidos e outras pessoas que conhecem as qualidades medicinais dessa fruta”, comenta.
A Castanheira-da-índia (Aesculus hippocastanum), é uma árvore robusta que atinge até 25 metros de altura, com copa enorme e abobadada. O seu fruto é chamado de castanha-da-índia, e é usado pela medicina popular contra problemas de circulação sanguínea.
As castanhas-da-índia desenvolvem-se dentro de “ouriços” revestidos de espinhos que contém uma ou mais castanhas cada e, quando maduros, ressecam e rompem-se para liberação natural das castanhas (sementes) e propagação da espécie. O período que pode ser considerado a safra da castanha, dura cerca de 20 dias, e acontece normalmente no mês de fevereiro. Apesar de ser uma castanha, é perecível, mas pode ser conservada congelada, após cozida, sem perder o sabor.

O nome da castanha-da-índia remete ao fato de, por muito tempo, acreditar-se que ela era proveniente da Índia. Porém, na verdade, a castanha-da-índia é natural dos Balcãs, região sudeste da Europa que engloba países como Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Grécia, República da Macedônia, Sérvia, Kosovo, parte da Turquia, e outros.

A castanha-da-índia passou a ser cultivada na França em meados do século XVII como árvore ornamental e foi muito plantada nos parques e avenidas da Europa do século XVIII e hoje é encontrada praticamente por todo o mundo. Por ser utilizada pelos turcos antigos para curar afecções pulmonares de cavalos recebeu o nome científico hippocastanun, de origem grega, que significa castanha dos cavalos.
Mesmo sendo empregado como alimento, e processado de forma semelhante ao pinhão, a castanha-da-índia é mais valorizada por suas qualidades medicinais. Na medicina popular, seu principal efeito é auxiliar na circulação sanguínea das pessoas, auxiliando no combate a varizes, hemorróidas, s equimoses e edemas.

Além dessas utilidades, há ainda outras propriedades reconhecidas, mas menos divulgadas, como o combate às cólicas menstruais, às pernas pesadas e às doenças da pele. O ideal é que a castanha-da-índia não seja consumida como um medicamento, visando um fim específico, nem uma cura rápida ou milagrosa. Seu uso deve ser como um hábito, apenas mais um componente de uma dieta alimentar saudável e alinhada com o ritmo de vida.

Conforme dona Gentila, nos supermercados da cidade o quilo da castanha é comercializado por cerca de R$ 14,00. “Costumo vender a R$ 7,00, e acho importante as pessoas conhecerem os benefícios para a saúde que o consumo dessa fruta proporciona”, acrescenta.
Fonte: Diário da Manhã – Passo Fundo, por Ivanor Oliviecki

Equipe Agron

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