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Embrapa pesquisa controle de parasitas

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está com um estudo inédito de bactéria para controle de parasitas na pecuária. O trabalho está sendo desenvolvido por meio de um projeto de pós-doutorado de uma das pesquisadoras da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos/ SP) nos Estados Unidos, que colocará a Embrapa entre as instituições pioneiras no Brasil nos estudos de controle biológico por meio de bactérias e insetos que se relacionam por simbiose, especialmente as bactérias do gênero Wolbachia. Isso porque esses organismos infectam alguns dos principais parasitas dos animais ruminantes, como a mosca-dos-chifres, a mosca-das-bicheiras e os carrapatos de bovinos.

 

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A pesquisadora Lea Chapaval irá estudar a infestação de mosquitos da malária por Wolbachia, foco do trabalho de sua orientadora, a cientista Sara Lustigman, Ph.D. em parasitologia molecular.

 

Segundo Lea, o objetivo é trazer as técnicas utilizadas nos Estados Unidos e adaptá-las para carrapatos e moscas no Brasil. Dessa forma, com essa caracterização inicial será possível identificar no futuro linhagens promissoras de Wolbachia para o controle de parasitas na pecuária e definir novas estratégias de controle integrado. Durante três meses, a partir de fevereiro, a pesquisadora será orientada por Sara em uma parceira entre o The Johns Hopkins Hospital e o New York Blood Center (Centro de Sangue de Nova York). Fundado em 1889, o Johns Hopkins é um dos hospitais mais renomados nos EUA, e foi pioneiro na combinação de atendimento a pacientes, pesquisa e ensino.

 

A identificação da relação entre a Wolbachia e o parasita pode contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de controle parasitário que minimizem a utilização de pesticidas nos sistemas pecuários de produção. Garantindo, assim, alimentos mais seguros para a população, com menos resíduos, e diminuindo as barreiras sanitárias determinadas pela presença de contaminantes pesticidas nos alimentos de origem animal.

 

Mato Grosso detém 13,8% do rebanho bovino brasileiro. De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das 212,8 milhões de cabeças identificadas até dezembro de 2011, aproximadamente 29,2 milhões estão concentradas em território mato-grossense. Até 2010, o rebanho somava 28,7 milhões no Estado. Os números fazem parte do estudo de Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2011, que divulga os dados de efetivos de animais e de produtos de origem animal. Até o ano passado, o Brasil ocupava a segunda posição mundial em rebanho de gado bovino, atrás da Índia, cujo rebanho era de 324, 5 milhões, porém não é um rebanho comercial e inclui búfalos. Na sequência, destacaram-se China e os Estados Unidos.

 

Por outro lado, apesar de possuir o maior rebanho comercial do mundo, o Brasil enfrenta problemas de aceitação de sua carne em outros países, principalmente por fatores ligados à sanidade dos animais. Dessa forma, conforme a pesquisadora, a presença de endo e ectoparasitas está ligada ao menor ganho ou à perda de peso, além da predisposição a outras doenças. Tudo isso gera perdas econômicas, que podem ser evitados com o controle de verminoses.

 

 

Fonte: Gazeta Digital

Equipe Agron

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