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Carne mais cara do mundo em cidade japonesa

Carne de vaca mais cara do mundo custa R$ 2 mil em cidade japonesa

É da cidade de Matsuzaka, localizada no meio das montanhas, com uma paisagem desenhada por plantações de chá e arroz, que vem a carne rara e mais apreciada pelos japoneses. Takeji Morimoto é um dos criadores dessa joia da culinária e abre o portão para Roberto Kovalick para mostrar porque a carne é tão valiosa.

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O gado wagyu é geneticamente predisposto a produzir carne bem macia, mas a grande diferença está no jeito que é criado. O quilo dessa carne pode chegar a R$ 2 mil.

 

O Japão não é como o Brasil, que tem grandes extensões de terra para criar o gado. No país há pouco espaço e por isso, todo o rebanho de Morimoto está em um galpão. São 10 vacas virgens. Se tiverem uma relação sexual não recebem o registro de qualidade de Matsuzaka.

 

Segundo Morimoto, vacas produzem carne mais gostosa do que bois. Ele explica que elas precisam ser virgens, porque depois que uma vaca tem um bezerro, ocorre mudanças no organismo dela que alteram o sabor da carne. Essa exigência é só para as vacas de Matsuzaka.

 

Elas recebem todos os cuidados, como massagem. Em vez de óleo, os criadores usam shochu, uma bebida alcoólica japonesa, que lembra vagamente cachaça. São usados equipamentos criados especialmente para deixá-las bem relaxadas. O objetivo é fazer com que a gordura entre no meio das fibras da carne e assim ela fique mais macia.

 

Depois da massagem, elas vão para o salão de beleza para deixar o pêlo bem limpo, sem carrapatos ou outros insetos que possam ameaçar a saúde da vaca. A comida também é especial e inclui cevada e soja.

 

O resultado de tanta dedicação está no armário de Morimoto. Troféus que ele conquistou como um dos melhores criadores de uma das melhores carnes do mundo, que é servida em restaurantes refinados de Tóquio bem caros.

 

O chefe Atushi Ebara mostra o certificado da vaca que produziu a carne que ele vai servir, com uma impressão do nariz dela. Esse “pedigree” comprova que foi criada em Matsuzaka, era virgem e recebeu todos os cuidados.

 

A forma tradicional de prepará-la é na chapa, o que os japoneses chamam de tappanyaki. Todo cuidado é pouco para não errar o ponto. Por isso, o chefe cobre a carne com uma tampa. Isso mantém a temperatura uniforme.

 

De acordo com Kovalick, é a carne mais macia que ele já comeu na vida. “A gente mastiga algumas vezes e ela se desmancha na boca, deliciosa.”

 

A carne wagyu é rica em ômega-3 e 6, duas substâncias que fazem bem para o organismo. Portanto, você pode comer sem muita culpa. Mas, para apreciar o sabor, é melhor não pensar na conta.

 

 

Fonte: G1 / por Roberto Kovalick/ Matsuzaka, Japão

 

Equipe Agron

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