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Unidades da JBS retomam abates

Dois frigoríficos, localizados em Vila Rica e Pontes e Lacerda, voltam a processar animais, gerando alívio aos pecuaristas

 

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Frigoríficos retomam operação em Pontes e Lacerda e Vila Rica. Reabertura das unidades de abate e desossa da JBS, nesta segunda-feira (14) faz parte do cronograma de investimentos anunciado pela companhia em novembro de 2012, que prevê ainda o funcionamento de outras 2 plantas até abril deste ano em Goiás e no Pará. O rebanho de Vila Rica é de 728,496 mil animais, alcançando 5,598 milhões na região nordeste. Já Pontes e Lacerda possui 621,863 mil cabeças de gado, que somam 4,133 milhões de bovinos na região Oeste, de acordo com a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

 

Diretor da entidade, Júlio Ferraz, destaca que, desde 2008, a associação tem trabalhado essa “agenda positiva”, construindo um entendimento entre os pecuaristas e a JBS para a reabertura das plantas. “A gente entende isso como um avanço, que gera, obviamente, melhorias para os pecuaristas e para o grupo, que também vai economizar em frete e poderá pagar melhor o produtor”. Além disso, conforme Ferraz, possibilita a concorrência “saudável” em Pontes e Lacerda, onde já existe outra planta de abate instalada. Com 42 mil habitantes, a JBS informou que cerca de 900 empregos diretos serão gerados na indústria de Pontes e Lacerda, que tem capacidade para processar 1,250 mil cabeças por dia.

 

Segundo Renato Costa, presidente da Divisão Carnes da JBS, a reabertura dessas duas indústrias “demonstra o compromisso assumido pela companhia com os pecuaristas e também com a sociedade nas regiões onde estamos nos instalando”. “Acreditamos que os empregos gerados nas unidades serão importantes para estimular a economia regional e promover um crescimento sustentável a todos os envolvidos”, completa o executivo.

 

Com 21 mil habitantes, o lado social da retomada da unidade em Vila Rica, que tem capacidade para processar mil cabeças por dia, foi lembrado pelo presidente do Sindicato Rural da cidade, Eduardo Ribeiro, ao destacar que o retorno das atividades na indústria garante ao município a geração de aproximadamente mil empregos diretos e indiretos.

 

Conforme o sindicato, pecuaristas da região estavam levando o gado para ser abatido na unidade do JBS em Confresa, a cerca de 130 km da cidade, e até em alguns frigoríficos do Tocantins e na Bahia, enfrentando de 500 a 1,5 mil km de viagem.

 

“Para os pecuarista da região a unidade facilita porque vão abater próximo da fazenda. Isso ajuda a reduzir o custo do transporte e o gado viaja e machuca menos, o que reduz a perda de rendimento”. Quanto ao preço pago ao produtor, Ribeiro não tem grande expectativa de melhora. “Geralmente se mantém o preço quando falta produto e baixa quando aumenta a oferta”.

 

Investimento – Segundo informações da JBS, além das unidades mato-grossenses, até abril serão reabertos os frigoríficos de Senador Canedo (GO) e Castelo dos Sonhos (PA).

 

 

Fonte: Gazeta Digital

Equipe Agron

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