safra de milho
A quebra de safra nos Estados Unidos, provocada por uma das piores secas da história do país, abriu feridas difíceis de cicatrizar no mercado de grãos. No caso do milho, uma das commodities mais consumidas pelos norte-americanos – além do consumo humano e animal, o país usa o cereal como combustível –, o quadro é um dos mais graves. Com a perda de mais de 100 milhões de toneladas do produto no último verão (2012/13), a projeção de estoques finais do país caiu para o mais baixo nível desde o ciclo 1995/96, conforme histórico do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USda, na sigla em inglês). Diante de um apetite crescente, o país não tem outra saída a não ser racionar seu consumo, fato consumado apenas no quadro de exportações.
A estimativa de embarques de milho do país está calculada em 24, 13 milhões de toneladas, a mais baixa desde 1972/73. Já o uso do cereal para alimentação do rebanho norte-americano cresceu 7,2% em relação a dezembro.
Ou seja, a conjuntura atual, após uma das piores quebras de safra dos Estados Unidos, deixou o país praticamente sem soja e milho. Os dados de estoques físicos do país, que mostram realmente quanto há em reservas, são surpreendentes para não dizer assustadores. Segundo o órgão, há 53 mil toneladas de soja nos armazéns do maior produtor mundial da oleaginosa e 203 mil toneladas de milho. Os volumes são suficientes para encher um navio de grande porte com soja e quatro com o cereal.
Gazeta do Povo/ Autor: Cassiano Ribeiro
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