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Soja representa 58% da produção de grãos de MT

Safra de soja representa 58,5% do total da produção de grãos de Mato Grosso na temporada 2012/2013.
Levantamento divulgado nesta quarta-feira (09) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que o volume de oleaginosa produzido no Estado está estimado em 24,011 milhões de toneladas (t) de um total de 40,989 milhões (t) incluindo outras culturas como milho, algodão e arroz. Na comparação com o ano passado, a produção estadual tem um leve incremento, de 1,6%, ante as 40,353 milhões (t) colhidas. Já os números da soja estão 9,9% maiores em relação às 21,849 milhões (t) da safra 2011/2012.

Na avaliação do superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Seneri Paludo, os números da estatal não trouxeram novidade, já que o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou em setembro do ano passado que a produção seria na casa dos 24 milhões de toneladas, com safra recorde em Mato Grosso e líder no ranking nacional.

“Apesar de todo o indicativo de uma safra recorde o produtor tem que ir devagar. Ainda há uma grande preocupação quando se fala em soja, principalmente pela ocorrência de chuva durante a colheita”, diz ao acrescentar que isso ocorre todo ano, mas que em 2013 está havendo atraso nas precipitações, o que gera apreensão. Paludo afirma que no pico da colheita, que ocorrerá em fevereiro e março, cerca de dois terços da produção devem ser colhidos e que por isso os agricultores devem ficar atentos, especialmente com a incidência de doenças, como ferrugem asiática.

No caso do milho, cultura com segundo maior volume, a Conab estima 14,588 milhões (t), quantidade que é 6,5% menor que a contabilizada no ano passado, quando foram 15,610 milhões (t). Para o cereal, Paludo explica que isso é esperado porque no ano passado a produtividade foi muito boa e para este ano, a companhia prevê queda de 5,9%, baixando de 5,697 mil quilos por hectare para 5,361 mil kg/ha. Área terá redução de 0,7%, com o cultivo de 2,721 milhões (ha) contra 2,739 milhões (ha) na safra anterior.

“Teremos uma avaliação melhor a partir de fevereiro, quando iniciar o plantio de milho. Tudo indica que a safra será menor que do ano passado, que teve uma produtividade espetacular”. Ele complementa dizendo que a área não será a mesma do ano passado porque como houve atraso no plantio de soja, o milho ficou comprometido.

Cultura que apresenta variação negativa expressiva é o algodão, cuja queda na produção está estimada em 27,9%, baixando de 2,754 milhões (t) para 1,986 milhão (t). Retração é decorrente da perda na área plantada, que será menor na mesma proporção, reduzindo de 725,7 mil (ha) para 529,8 mil (ha). “Os preços do algodão caíram muito e o produtor migrou para a soja, que está mais rentável”.

Fonte: Gazeta Digital

 

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