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Ferrugem asiática: clima vem ajudando em MT

Mesmo marcada pela alta incidência de plantas guaxas com fungo da doença, Estado só tem um novo registro em 2013. 

 

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A safra de soja, que nem havia sido plantada em Mato Grosso, já estava marcada para ser uma das mais atingidas da história pela ferrugem asiática. Ainda em agosto, a previsão foi anunciada por causa do inédito volume encontrado de plantas guaxas que traziam do ciclo anterior, 2011/12, o fungo causador da doença. Mas, com ajuda do clima, que vem segurando a dobradinha preferida do fungo, alta umidade e altas temperaturas, a doença, pelo menos até meados da segunda semana do ano, ainda pode ser considerada sob controle no Estado.

 

Os números confirmam que felizmente uma explosão precoce da ferrugem foi interrompida pela irregularidade e até ausência de chuvas em algumas regiões. No ano passado, do dia 2 a 6 de janeiro, onze ocorrências da doença haviam sido registradas no site do Consórcio Antiferrugem. No mesmo período deste ano, apenas um caso. Outra diferença da intensidade e severidade do ataque da safra passada está no volume de confirmações em lavouras comerciais. Desses onze registros nos primeiros dias de 2012, oito eram em áreas semeadas, as chamadas comerciais. Em todo o monitoramento da safra 2012/13, que confirma apenas dez focos até a data dessa terça-feira (8), somente três são em áreas comerciais e o restante observado em plantas guaxas, aquelas que emergem próximas às áreas de plantios e, principalmente, às margens das rodovias, sem a ação do homem.

 

Conforme a atualização do site dessa terça-feira (8), do total de 40 ocorrências de ferrugem em todo o país nesta safra, Mato Grosso, que costuma a liderar os casos, é apenas o segundo – atrás do Paraná com 14 registros -, respondendo por 25% das confirmações da doença. A ferrugem asiática pode aniquilar a produtividade das lavouras e elevar às alturas o custo de produção dos sojicultores, porque o combate demanda aplicações de fungicidas.

 

Conforme informações adicionadas pela Embrapa Soja no Consórcio – que é uma parceria público-privada de combate à doença – a doença está presente em seis estados (Mato Grosso, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), sendo dos 40 registros 31 em cultivares semeadas, oito em guaxas e um em soja perene. Como alertam pesquisadores, o clima de agora em diante será decisivo.

 

 

Fonte: Diário de Cuiabá /Autor: Marianna Peres

Equipe Agron

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