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Tabaco: de Santa Catarina para China

Missão chinesa vem conhecer produção catarinense de fumo.

O vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc), Enori Barbieri, anunciou nesta sexta-feira (04) que no período de 7 à 11 de janeiro o Brasil receberá uma missão de técnicos da China, com objetivo de inspecionar as áreas de produção de tabaco em Santa Catarina e Paraná, visando a futura liberação das exportações do produto desses dois Estados àquele país. Atualmente somente o Rio Grande do Sul está autorizado a exportar tabaco aos chineses.

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Barbieri observou que a missão será integrada pelo mais alto nível hierárquico da General Administration of Quality Supervision, Inspection and Quarantine – AQSIQ. Às 17:00 horas de segunda-feira (7) os visitantes serão recebidos na Superintendência do Ministério da Agricultura em Florianópolis. O Ministério teve importante papel na intermediação da vinda da missão.

 

As futuras exportações para a China representarão mais um importante marco no fortalecimento da agricultura catarinense, observa o dirigente. “Não somos bons apenas em exportar carnes. Nosso tabaco está nas primeiras posições da pauta de exportações,” realça.

 

Santa Catarina é o segundo produtor nacional de fumo, cultivado de forma intensiva por 56 mil pequenos produtores rurais. A importância do fumo para a economia do Estado é significativa: dos 293 municípios catarinenses, 234 são produtores de tabaco. A produção catarinense é de 250.000 toneladas por ano e 95% destinam-se ao mercado externo.

 

As exportações estaduais renderam, em 2011, mais de 900 milhões de dólares, o que representa 24% das exportações nacionais. Essa participação deve crescer neste ano em razão da queda de produção em nível mundial, em consequência das intempéries que afetaram importantes produtores, como os Estados Unidos e a África.

 

De acordo com Enori Barbieri, a missão chinesa vem com o propósito de avaliar os trabalhos que os técnicos do Ministério da Agricultura e a Cidasc realizam para o levantamento de detecção da praga Peronospora tabacina, agente causador do “Mofo Azul”. Essa praga é considerada restritiva para ingresso do fumo no território Chinês.

 

O principal sintoma é o aparecimento de manchas amareladas de tamanho variável, podendo atingir uma região de até três centímetros de diâmetro na parte superior das folhas jovens. Na parte inferior existe uma leve pubescência branco-acinzentada com reflexos azulados, o que denomina a doença. Também podem aparecer sintomas sistêmicos, que causam deformações nas folhas e no broto terminal.

 

O acompanhamento da Cidasc é considerado relevante para o sucesso da missão, em especial nas reuniões de abertura e encerramento das atividades. A pretendida liberação da exportação de tabaco de Santa Catarina e do Paraná demandará, oportunamente, a formalização de protocolo bilateral entre os dois países.

 

 

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Equipe Agron

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