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Balança comercial tem pior resultado desde 2002

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 19,438 bilhões em 2012, resultado de exportações de US$ 242,580 bilhões e importações de US$ 223,142 bilhões. Segundo a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foi o pior saldo dos últimos 10 anos. O resultado foi 34,76% inferior ao de 2011, quando o superávit comercial do país foi de US$ 29,797 bilhões. Em dezembro, o superávit foi de US$ 2,250 bilhões, com exportações de US$ 19,749 bilhões e importações de US$ 17,499 bilhões.

 

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Todas as categorias de produtos registraram queda nas exportações em 2012. As vendas externas de manufaturados caíram 1,7% em relação a 2011. Os produtos semimanufaturados puxaram a queda com 8,3% a menos do que no ano anterior enquanto os embarques de produtos básicos diminuíram 7,4% no período. As maiores quedas no grupo de manufaturados foram de laminados planos, açúcar refinado, automóveis de passageiros, óxidos e hidróxidos de alumínio e suco de laranja não congelado. Por outro lado, cresceram as exportações de etanol, óleos combustíveis, aviões e motores e geradores elétricos, bombas e compressores.

 

Nos produtos básicos a queda nas vendas foi puxada por café em grão, minério de ferro, petróleo em bruto e carne de frango, mas aumentaram as exportações de milho em grão, algodão em bruto, farelo de soja, fumo em folhas, carne bovina e soja em grão.

 

No grupo de manufaturados, as maiores retrações das exportações foram de semimanufaturados de ferro e aço, alumínio em bruto, ferro fundido, açúcar em bruto, celulose e óleo de soja em bruto. No entanto, subiram as vendas externas de ferro-ligas, ouro em forma de semimanufaturada e couros e peles.

 

Importações

Por mercados fornecedores, as importações com origem na Europa Oriental caíram 20,6%. As compras com origem na África recuaram 7,6%; seguida por Estados Unidos (-4,8%); Mercosul (-1,9%); e Ásia (-1,7%). Os mercados que mais aumentaram suas vendas para o Brasil foram Oriente Médio, com alta de 20,4%; América Latina e Caribe, exceto Mercosul, com crescimento de 7,7%; e União Europeia, com elevação de 2,7%.

 

Os principais países de origem das importações foram China, com US$ 34,2 bilhões; Estados Unidos, com US$ 32,6 bilhões; Argentina, com US$ 16,4 bilhões; Alemanha, com US$ 14,2 bilhões; e Coreia do Sul, com US$ 9,1 bilhões.

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Equipe Agron

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