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Aves natalinas geram oportunidade aos criadores

Aumento da renda do brasileiro faz aumentar demanda por perus e aves durante as festas de final de ano.

 

Prato principal da ceia de Natal, as aves contam com um preparo especial no campo antes de chegar às mesas no dia 24 de dezembro. Com o aumento da renda do brasileiro, a demanda por esse tipo de produto tem crescido e gera oportunidades para produtores e indústrias. Em Vale Real, no Rio Grande do Sul, a produtora Adelaide Kunrath conta com um plantel de 27 mil perus. Além do mercado interno, a criadora, que atua em parceria com um frigorífico em Caxias do Sul, na região serrana do Estado, também atende compradores do mercado externo, com dedicação quase integral.

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– Às vezes, quando se arma um temporal, precisamos sair de casa às 4h para cobrir o local onde os animais estão alojados. Com essa onda de calor, também é preciso atenção – diz Adelaide.

 

O tempo entre o nascimento e o abate dos perus é de 12 a 13 semanas. A base da ração é a mesma do frango, mas como o animal tem grande porte, o volume consumido é maior. Há anos, os perus concorrem com opções como Chester, Bruster e Fiesta. Mas desista de ver diferenças ou de identificar um “chester” vivo. Não são aves distinta, apenas nomes comerciais de diferentes empresas para superfrangos alimentados com a mesma ração dos frangos comuns, com acréscimo de suplementos naturais de vitaminas para desenvolver mais peito e coxa.

 

O abate é feito quando o animal pesa entre 4 quilos e 4,5 quilos. O Chester foi desenvolvido pela Perdigão nos anos 1980. A Sadia criou o Fiesta para entrar na concorrência neste mercado, enquanto a LeBon começou a produção do Bruster. Também existem marcas como Classy, da Seara, Freski, da Batavo, e Maister, da Languiru.

– Foi uma estratégia para atrair o consumidor que não queria ficar refém dos perus no fim de ano – explica o diretor executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos.

 

Nem preço mais salgado afasta compradores

Tão tradicional como a presença de aves na ceia de Natal é a alta no preço do produto já a partir do mês de novembro. Neste ano, porém, com o aumento dos valores do milho e do farelo de soja, usados na ração de aves, o reajuste foi ainda maior, como observa a analista da Scot Consultoria Pamela Alves. Apesar disso, o poder de consumo do brasileiro faz com que a demanda para o período se sustente no mesmo patamar.

– A tendência é manter esse aumento de preço até o fim do ano. Mas neste período ainda entra o 13º salário, há mais dinheiro circulando, e isso ajuda a manter a demanda em alta – salienta Pamela.

 

Com o aumento no custo de produção das aves em até 30% neste ano, conforme a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), o preço do produto nos supermercados ficou 15% maior. Mesmo assim, a expectativa é de uma expansão de 10% nas vendas em relação ao ano passado segundo pesquisa da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

– Nosso levantamento apontou que cada ceia terá em média 14 pessoas, e as aves natalinas podem alimentar até 10 pessoas. Mesmo com a alta, o prato principal da ceia ainda será peru ou aves temperadas – ressalta o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo.

 

Estimativas dos varejistas apontam que a venda desse tipo de produto some R$ 25 milhões no Rio Grande do Sul. A projeção é reforçada pela pesquisa da Agas, em que 36,5% dos consumidores dizem que não pode faltar peru na ceia de natal e outros 22,5% não querem pôr a mesa sem aves natalinas – as vendidas com marcas como Chester, Bruster, nomes formados por palavras que, em inglês, significam ou se parecem termos usados para definir “peito” com o final “er”, usado no idioma para indicar maior.

 

Neste ano, foram abatidos 5,14 milhões de perus no Estado, segundo a Asgav. Isso representa um volume de 46 mil toneladas, 12% acima do registrado no mesmo período de 2011. Entre as aves natalinas, foram 10 milhões de animais abatidos, o equivalente a 45 mil toneladas de carne, alta de 10% em relação ao ano passado.

 

 

Fonte: Rural Br, por Zero Hora 

Equipe Agron

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