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Eucalipto: Controle biológico das pragas exóticas

Importância do controle biológico das pragas exóticas da cultura de eucalipto são apresentadas em Rondonópolis

 

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Luiz Alexandre Nogueira de Sá, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), esteve na Empresa Agronegócios Nacional Comércio de Produtos Agrícolas Ltda., em Rondonópolis, MT, de 11 a 13 de dezembro, com dirigentes do Departamento Técnico de Controle de Qualidade, para participar de reunião com seus gerentes e funcionários, dia de campo e seminário técnico científico proferido sobre o controle biológico de pragas exóticas de eucalipto no país.

 

Conforme o pesquisador, “o Brasil detém a segunda maior área florestal do planeta, com 516 milhões de hectares de florestas, o equivalente a 60,7% do território nacional, ficando atrás apenas da Rússia. Atualmente a área plantada com eucalipto no Brasil é de mais de três milhões de hectares. As espécies mais atacadas são Eucalyptus camaldulensis, utilizado na produção de lenha e carvão vegetal, E. urophylla e híbridos urograndis (E. urophylla xE. grandis), utilizados na produção de celulose, papel e chapas de fibra”.

 

O controle biológico clássico de pragas exóticas de eucalipto, por meio da importação de parasitoides ou predadores exóticos é o método mais adequado para o controle efetivo destas pragas, principalmente por já estar validado em outros países”, explica Sá.

 

Em se tratando de hortos florestais de eucalipto, as principais pragas de importância econômica são os cupins, saúvas e quenquéns, lagartas das folhas, besouros de folhas, brocas, coleobrocas, besouro de raiz. “Além destas, pragas exóticas recentemente introduzidas no país vem acarretando sérios danos. Entre elas, o psilídeo de concha, o percevejo bronzeado e a vespa da galha, pragas de mais rápida infestação e disseminação no mundo”, enfatiza o pesquisador.

 

O pesquisador e sua equipe do Laboratório de Quarentena “Costa Lima”da Embrapa Meio Ambiente participam do Projeto Cooperativo de Manejo de Pragas Exóticas em Florestas de Eucalipto ligado ao Programa de Proteção Florestal (Protef) do Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais (Ipef) de Piracicaba, SP, tendo a coordenação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Campus de Botucatu e também como participantes a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Embrapa Florestas (Colombo, PR) e as empresas do ramo florestal do país.

 

As pragas exóticas de florestas de eucalipto no país, psilídeo de concha, percevejo bronzeado e vespa da galha são atualmente de importância econômica no Brasil e em outros países onde já foram introduzidas, como o psilídeo de concha que desde 1998 ocorreu na Califórnia- Estados Unidos, dispersando-se em 2001 por todo o México. Em 2002 foi detectada no Chile e em 2003 no Brasil. O percevejo se distribuiu na Austrália, África do Sul, Zimbábue, Argentina, Uruguai. No Brasil se instalou desde maio de 2008 (São Francisco de Assis, RS, Curitiba, PR e Jaguariúna). A vespa da galha também tem sido problema fitossanitário na Austrália, Índia, Cambodja, Vietnã, Tailândia, Nova Zelândia, Israel, Irã, Iraque, Jordânia, Líbano, Síria, Turquia, Marrocos, Argélia, Quênia, Uganda, Tanzânia, África do Sul, Grécia, Itália, França, Espanha, Portugal e no Brasil desde o final de 2007 em mudas de eucalipto em viveiros no norte da Bahia e em Anhambi e Piracicaba no estado de São Paulo.

 

“O controle químico com inseticidas é um método caro, impactante ao meio ambiente, de efeito temporário e sem produtos químicos registrados no país”, diz Sá.

 

Sá realizou o reconhecimento da principal praga exótica de floresta de eucalipto na região do estado do Mato Grosso, na espécie Eucaliptus camaldulensis, plantada na propriedade da Nacional Agro em Rondonópis e comentou sobre a bioecologia do psilídeo de concha e de outras pragas exóticas florestais, sua dispersão e distribuição geográfica dessas espécies também de ocorrência em clones de eucalipto no país.

 

No dia de campo também falou sobre seu reconhecimento, danos causados e a possibilidade de encontrar os bioagentes de controle nestes hortos florestais visitados. Nesse dia, foi abordado o monitoramento da praga exótica, psilídeo da concha, a procura, a identificação do percevejo bronzeado e da vespa da galhae de seus respectivos parasitoides nos talhões de eucalipto. Foi demonstrado a metodologia de utilização das armadilhas adesivas de coloração amarela (técnica do cartão amarelo de 13,5cm de comprimento x 10cm de largura) instaladas entre duas árvores de eucalipto a 1,60m de altura do solo nos hortos florestais para o monitoramento da praga, o psilídeo de concha.

 

Sá também proferiu seminário técnico científico na sede da Empresa para funcionários do Departamento Técnico de Controle de Qualidade, representantes da associação de produtores de mudas de eucalipto e viveiristas de clones de eucalipto sobre o reconhecimento atual das três principais pragas exóticas de florestas de eucalipto em nosso país e de seu possível controle biológico por meio das vespinhas exóticas; também importadas da Austrália através do Laboratório de Quarentena “Costa Lima”da Embrapa Meio Ambiente.

 

 

Fonte: Cristina Tordin / Jornalista, MTB 28499

Embrapa Meio Ambiente

 

 

 

Equipe Agron

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