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Planos sobre cacau na Costa do Marfim é suspenso

Cargill suspende planos sobre cacau na Costa do Marfim decisão foi tomada após governo do país anunciar mudanças na tributação de exportações.

A gigante norte-americana do agronegócio Cargill suspendeu temporariamente o plano de expandir suas operações de processamento de cacau na Costa do Marfim depois que o governo do país anunciou mudanças na tributação de exportações.

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O presidente da divisão de cacau e chocolate da Cargill, Jos de Loor, destacou que, embora a região da África Ocidental tenha potencial de crescimento no segmento de moagem de cacau, as alterações no imposto de exportação tornaram improvável o aumento da capacidade da fábrica localizada na cidade marfinense de Abidjã.

 

A Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, planeja cobrar um imposto sobre a exportação de produtos semiacabados de cacau com base em seu peso, o que representa uma mudança em relação ao tributo existente, cuja cobrança se baseia no produto acabado. O cacau semiacabado é produzido após os grãos serem torrados e moídos. Entre os itens considerados semiacabados está a manteiga de cacau, utilizada na fabricação de barras de chocolate.

 

Com a ampla reforma do setor de cacau, a Costa do Marfim quer processar metade dos grãos que produz até 2015. Mas participantes do mercado expressaram temor de que as alterações no imposto de exportação podem desencorajar o processamento e favorecer exportações do produto bruto.

 

A Cargill disse, entretanto, que continua otimista sobre oportunidades de crescimento da moagem na Ásia. “Pretendemos abrir uma unidade de processamento na Indonésia. A expansão começará a ser planejada durante o segundo trimestre de 2014, porque percebemos um espaço para o crescimento nessa região”, disse de Loor. O executivo não quis comentar sobre a capacidade da nova fábrica.

 

Na Ásia, a demanda por chocolate está aumentando. No início de 2012, a Organização Internacional do Cacau (ICCO) disse que a procura na região provavelmente subirá 10% em 2012, devido ao aumento da renda da população e ao investimento pesado dos fabricantes em publicidade.

 

O executivo disse ainda esperar que a moagem global de cacau da Cargill cresça entre 2,5% e 3,5% no próximo ano e destacou que a empresa não planeja reduzir o volume processado em qualquer das suas fábricas. Ele acrescentou que a oferta e demanda global da commodity devem ficar em equilíbrio nesta temporada, porque o aumento da demanda asiática provavelmente será acompanhado de uma safra intermediária maior da África Ocidental.

 

 

Fonte: por Estadão Conteúdo

Equipe Agron

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