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Reajuste do preço do tabaco segue sem acordo

Produtores argumentam que custo de produção é superior a R$ 14 mil por hectare. A produção de tabaco no Brasil gera cerca de 260 mil empregos diretamente no campo.

 

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Os representantes dos produtores de tabaco do Sul do país (Federações dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de SC (Fetaesc), do Rio Grande do Sul (Fetag/RS) e Paraná (Fetaep), as Federações da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), de Santa Catarina (Faesc) e do Paraná (Faep) e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra)) reuniram-se na última segunda-feira (3/12) em Porto Alegre para negociar com as indústrias e apresentar nova proposta de reajuste do preço do tabaco às empresas fumageiras.

 

O percentual de reajuste solicitado pelos produtores foi de 8,25% na tabela do preço do tabaco, menor do que o solicitado na primeira rodada, de 9,6%. O custo de produção levantado entre os produtores dos três estados do sul do Brasil, que representam 95% do total nacional, é de R$14.054,50 por hectare. Segundo as entidades, os coeficientes técnicos analisados seguem metodologia reavaliada pela Universidade de Santa Cruz (Unisc) e acordada entre as indústrias e a representação dos produtores.

 

Nesta segunda rodada de negociação a Souza Cruz ofereceu 0,5% acima do valor apresentado no primeiro encontro, chegando ao percentual atual de 6,9%. Philip Morris ficou em 7%, Alliance One 6,3% e Universal Leaf, que não havia apresentado proposta na primeira reunião, apresentou 6%.

 

Para as representações dos produtores, os percentuais de reajustes apresentados pelas empresas não ofereceram condições de acordo. os produtores esperam que as empresas aceitem a proposta de reajuste de 8,25%, pois isto dará condições de assinatura de protocolo garantindo a sustentabilidade do setor.

 

Produção
O tabaco brasileiro é o 6º produto mais exportado do agronegócio brasileiro e o 2º da pauta de exportações do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A produção de tabaco no Brasil gera cerca de 260 mil empregos diretamente no campo.

 

No entanto, a produção é ameaçada por constantes medidas restritivas. O setor já sofreu com os impactos de medidas como a proibição do uso de ingredientes na fabricação de cigarros, como por exemplo, o uso de aromatizante.

 

Fonte: Globo Rural On-line

Equipe Agron

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