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Argentina suspende carne suina brasileira

 

 

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Entrada de carne suína brasileira é suspensa mais uma vez na Argentina

 

O governo argentino suspendeu a emissão de declarações juradas de antecipação de importação (DJAI) de carne suína brasileira, um documento produzido em fevereiro e que, na prática, significa uma autorização para as compras do país no exterior. De acordo com representantes do governo brasileiro, o secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, teria afirmado que o Brasil descumpriu a promessa feita em junho de voltar a permitir a entrada de limões sicilianos no país.

 

Entretanto, para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Luiz de Lorenzi, a ação é uma medida protecionista por parte do governo argentino. Porém, essa suspensão não deve impactar muito no mercado de carne suína brasileiro haja vista que há uma expectativa de aumento na demanda com a proximidade do final de ano, conforme disse Lorenzi.

 

Somente no mês de outubro, o volume de carne suína embarcado para a Argentina foi de 2.370 toneladas. O número é mantido desde junho, e se manteve nesse nível uma vez que os importadores ainda utilizam as declarações emitidas em julho e agosto.

 

Esse impasse será debatido entre os técnicos dos dois países na próxima quinta-feira (08), em São Paulo. E deverão participar da reunião, a secretária de Comércio Exterior do Brasil, Tatiana Prazeres e da Argentina, Beatriz Paglieri ou Guillermo Moreno, secretário de Comércio Interior do país.

 

Ainda segundo o presidente da ACCS, os suinocultores brasileiros têm grandes dificuldades em comercializar a carne. “Os preços pagos aos produtores estão entre R$ 2,90 e R$ 3,00, porém os custos de produção estão em R$ 3,20”, explicou. Essa situação é decorrente dos altos preços dos grãos no mercado interno e internacional durante o ano de 2012. Além disso, o presidente sinaliza que não há milho disponível no mercado para compra, pois os produtores do cereal preferem exportar o grão a vender no mercado interno. De janeiro até meados de outubro foram exportadas 11,87 milhões de toneladas de milho, segundo divulgou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

 

Fonte: Notícias Agrícolas // Fernanda Custódio

 

 

 

Equipe Agron

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