Brasil ainda tem longo caminho para ser um grande exportador de frutas.
Mesmo sendo o terceiro maior produtor mundial, país ainda precisa investir na capacitação dos exportadores potenciais.
Estande da Fruit Attraction, em Madri, que vai de 24 a 26 de outubro (Foto: Sérgio de Oliveira/Ed. Globo)
O Brasil, terceiro maior produtor mundial de frutas, ainda tem um longo caminho a percorrer para se tornar também um grande exportador desses produtos. A opinião é de Luciana Pacheco, gerente de projetos do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), que está na Espanha participando da Fruit Attraction, feira de hortifruti que se realiza em Madri de 24 a 26 de outubro. Ela coordena, em parceria com a Apex no programa Brazilian Fruit, o estande do Brasil na feira, composto por empresas e entidades como a Associaçãoo Central dos Fruticultores do Norte de Minas (Abanorte), a Associação dos produtores de Limão do Jaiba (Aslim), governo de Minas Gerais, Gibran Exportação de Frutas cítricas, Rio Doce Importação e Exportação, Indaiá Exotic, entre outras.
Para Luciana, mesmo que o Brasil esteja avançando no mercado internacional, é necessário se investir mais na capacitação dos exportadores potenciais, desde o domínio de outros idiomas até maior conhecimento de logística, tendências e exigências do mercado em relação à qualidade dos produtos. Uma dificuldade adicional – embora seja uma boa notícia – é que os brasileiros estão consumindo mais frutas, deixando pouco espaço para o mercado internacional.
Outra barreira, segundo Cloves Ribeiro Neto, gerente técnico do Ibraf, é o custo de produção elevado no país – em função do preço dos insumos, logística, impostos e questões trabalhistas – que tira competitividade no mercado internacional. Em função disso, e das taxas de importação cobradas pelos países de destino, o preço dos produtos brasileiros acaba ficando fora dos praticados pelos competidores. Uma preocupação adicional é a perda, a partir de 2014, dos benefícios do Sistema Geral de Preferencias – SGP, oferecido pela Europa aos países pobres ou em desenvolvimento, segundo o qual alguns produtos, em determinadas épocas do ano, têm reduzidas as taxas de importação praticadas. “O Brasil tornou-se um país rico, segundo o olhar da Europa, e não mais se beneficiará dessas regalias”, diz Ribeiro Neto.
Assim, a partir de 2014 incidirá sobre os produtos brasileiros que queiram entrar no continente europeu uma tarifa adicional entre 5% e 8%. Em sua opinião, o Brasil, assim como seus concorrentes, deve procurar estabelecer acordos bilaterais com diferentes países e lutar pelo acordo Mercosul-União Europeia para minimizar os efeitos da perda da SGP, uma vez que a Europa é responsável por 80% das compras internacionais das frutas brasileiras in natura.
O segundo maior mercado do país, de acordo com Luciana Pacheco, são os Estados Unidos, que no entanto praticam tarifas muito altas e suas importações se restringrem a uns poucos produtos, entre os quais o melão, que lidera o volume de frutas exportadas pelo Brasil. A abertura de novos mercados, como Canadá, países árabes e Rússia, está nos planos da Apex e do Ibraf para alavancar esse mercado que, embora não tenha o peso das commodities agrícolas na balança comercial brasileira, emprega cerca de 6 milhões de trabalhadores no Brasil.
por Sérgio de Oliveira, de Madrid – Espanha
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