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Embrapa e Abiquim assinam acordo de cooperação

A Embrapa firmou neste mês de outubro um acordo de cooperação com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), que reúne cerca de 150 empresas do setor em todo o País. O documento serve de suporte principalmente para os trabalhos em conjunto entre a associação empresarial e a Embrapa Agroenergia (Brasília/DF), que tem inserido em sua carteira de projetos pesquisas para aproveitamento da biomassa na geração de produtos químicos de fontes renováveis.

Para o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Souza, a parceria será importante para subsidiar o centro de pesquisa principalmente em seus trabalhos que têm objetivo de agregar valor a coprodutos e resíduos, especialmente da produção de biocombustíveis. “Nós temos direcionado nossas pesquisas para o aproveitamento total da biomassa no conceito de biorrefinarias e o apoio da Abiquim certamente contribuirá para que alcancemos bons resultados”, salienta. “A assinatura desse acordo vai ao encontro da lógica em que temos trabalhado durante todo este ano de nos aproximar das entidades representativas do setor empresarial. Juntos, temos maior eficácia na identificação dos gargalos do setor e na geração de tecnologias”, acrescenta.

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O presidente da Abiquim, Fernando Figueiredo, afirma que o acordo vai facilitar a aproximação entre as empresas associadas e a instituição de pesquisa. “A Embrapa é referência internacional em pesquisa relacionada ao setor agropecuário e, com certeza, um dos pontos de desenvolvimento da nossa indústria vai ser a química de fontes renováveis”, diz.

Para Figueiredo, um dos grandes desafios atualmente é transformar ciência em inovação. Em debate com a equipe da Embrapa Agroenergia, em 9 de outubro, eles ressaltou que os investimentos em tecnologia são fundamentais para o desenvolvimento da química de produtos renováveis.

“As oportunidade estão aí e precisamos saber aproveitá-las”, enfatiza. Ele deu como exemplo a glicerina. Cada dez toneladas produzidas de biodiesel gera uma de glicerina, que é subaproveitada, enquanto a indústria farmacêutica importa o produto. Manoel Souza informou que a Embrapa Agroenergia está estudando o aproveitamento da glicerina para geração de produtos químicos por meio de microrganismos.

Espécies vegetais já estudadas pela Embrapa, como a cana-de-açúcar, a soja, o dendê e a mamona podem ser utilizadas para a produção de diversos produtos químicos, substituindo o petróleo como matéria-prima. Pesquisadores estão trabalhando para, por exemplo, obter nanofibras de celulose a partir dos cachos vazios de dendê, que poderiam, então, ser utilizadas como reforço da borracha natural. Outra linha de pesquisa que a Embrapa Agroenergia está começando é a de aproveitamento dos açúcares de cinco carbonos do bagaço da cana-de-açúcar (pentoses) para a geração de compostos químicos de alto valor agregado.

(Redação – Agência IN)

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