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Lucro líquido da Cargill sobe 313% no 1º trimestre

A empresa de agronegócio norte-americana Cargill anunciou nesta quinta-feira (11/10) lucro líquido de US$ 975 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2013, aumento de 313,13% em relação aos US$ 236 milhões obtidos no mesmo período do ano fiscal anterior. Já a receita líquida caiu 2,3%, para US$ 33,8 bilhões. A Cargill é uma empresa privada e não tem ações negociadas em bolsa.

A companhia se beneficiou de uma baixa base de comparação e registrou lucros recordes em todos os cinco segmentos, mesmo com a redução da receita.

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A Cargill opera negócios que vão do manejo de grãos à comercialização de energia. Segundo a empresa, os lucros da companhia aumentaram em todos os cinco segmentos em que atua, mas não foram revelados números específicos de cada operação. Conforme a Cargill, os resultados foram favorecidos “pelo tempo e energia consideráveis investidos durante os últimos 12 meses para reduzir custos, simplificar processos e assegurar que despesas de capital estavam sendo direcionadas para onde significavam mais para os consumidores”.

A companhia afirmou ainda que, ao contrário do ano anterior, não houve perdas significativas em nenhuma unidade de negócio. No ano passado, os lucros de serviços agrícolas haviam subido, mas os outros quatro segmentos haviam registrado perdas devido ao clima adverso, aos custos altos e à demanda enfraquecida.

O negócio de frigoríficos, processamento de grãos e fabricação de alimentos é visto como um termômetro da indústria. Assim como rivais como a Archer Daniels Midland e Bunge, a empresa enfrenta dificuldades de comercialização e processamento após uma série de ocorrências de estiagem que prejudicaram a oferta global.

Nesta quinta-feira, o executivo-chefe Greg Page disse que o impacto da estiagem nos EUA e de eventos climáticos em outros locais onde a empresa atua, como a região do Mar Negro, exercem influência sobre a operação da empresa. “Mais do que nunca a Cargill está usando seu conhecimento acumulado e insight de mercado para ajudar os consumidores a lidar com oferta apertada, alta dos preços e mercados voláteis”, disse. No entanto, a empresa espera que o volume de grãos para exportação na América do Norte seja menor do que se previa antes da estiagem e alertou a respeito da possibilidade de um ano desafiador para o seu segmento de proteína animal.

A Cargill informou ainda que espera fluxos de comércio atípicos porque as condições climáticas empurraram mais importadores para commodities de outras origens que não os EUA. Isso, segundo a companhia, deve elevar a demanda por seus serviços de análise de mercado, gerenciamento de risco e logística. As informações são da Dow Jones.

por Estadão Conteúdo

Equipe Agron

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