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Medida acaba com a ZAV entre MS, Bolívia e o Paraguai

A Zona de Alta Vigilância durou três anos por causa focos de febre aftosa. Essa decisão deve melhorar a vida dos criadores de gado da região.

O Ministério da Agricultura acabou com a ZAV, Zona de Alta Vigilância, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia e o Paraguai, o que deve melhorar a vida dos criadores de gado da região. A medida durou três anos por causa do aparecimento de focos de febre aftosa.

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A Zona de Alta Vigilância é uma faixa de 15 quilômetros a partir da fronteira do Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia e que abrange 13 municípios. Nessa faixa, as normas de manejo, transporte e comercialização do gado eram mais rigorosas que no resto do estado.

Com a publicação da instrução normativa do Ministério da Agricultura algumas regras mudam. Deixam de valer a partir de agora o período chamado de quarentena, em que o gado ficava isolado por 15 dias na propriedade de origem e mais 15 na fazenda do comprador; o embarque acompanhado, que exigia a presença de um fiscal federal na saída e na chegada do gado; e o fornecimento e aplicação da vacina por técnicos do governo.

A partir de agora todo o território de Mato Grosso do Sul passa a ser Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação. Mas o Ministério da Agricultura decidiu manter a atenção especial na faixa de fronteira e vai continuar cobrindo adoção de algumas medidas que já vinham sendo tomadas, como a identificação individual de todo o gado com brinco, independentemente se será destinado ao mercado externo ou interno, e o monitoramento no trânsito dos animais, com paradas obrigatórias nos postos fixos ou móveis de fiscalização.

A secretaria de Agricultura de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Correa, participou em Brasília da reunião do conselho que reúne todos os secretários de Agricultura estaduais e explicou como a medida beneficiará os pecuaristas.

“Acabou quarentena, acabou agulha oficial, acabou lacre de caminhão, acabou ter que esperar o técnico liberar o embarque e o desembarque dos animais. Então, eu acho que facilitou a vida dele e ele voltou. A grande coisa é que hoje ele não está limitado à comercialização do gado gordo somente para o mercado interno. Hoje, ele está aberto para comercializar nos frigoríficos que exportam para diversos países do mundo”, disse Tereza Cristina.

A manutenção dessas medidas de controle sanitário dependerá dos avanços dos países vizinhos no combate à febre aftosa.

Fonte: Globo Rural

Luiz Carlos

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