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Confira o andamento do mercado das principais commodities

Ainda sentindo pressão do noticiário desfavorável na cena externa, o Ibovespa encerrou a semana com baixa acumulada de 1,95%, aos 66.684 pontos. Vale lembrar que o período foi mais curto, devido ao feriado de Carnaval nos últimos dias 7 e 8. Além disso, na quarta-feira, a negociação na BM&F Bovespa teve horário reduzido. Por aqui, rumores sobre novas medidas do governo para frear a concessão de crédito e a alta do real também pressionaram o índice.

As ações da OGX Petróleo fecharam esta semana como principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando desvalorização de 6,72%, para fechar esta sexta-feira (11) cotadas a R$ 18,89. Com esta baixa, os ativos acumulam perdas de 5,55% desde o início do ano, embora nos últimos trinta dias a empresa ostente valorização de 10,86%.

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Após valorização de 6,58% na semana anterior, os papéis da petrolífera devolveram ganhos com a ameaça à economia global colocada pelo atual preço do petróleo, já que a perspectiva é de que a instabilidade na região do Oriente Médio e do norte da África continue por tempo ainda indeterminado, mantendo o prêmio sobre o barril de petróleo.

Por outro lado, quem dominou a ponta positiva do índice na semana foi a Lojas Americanas. A sinalização do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) de que medidas macroprudenciais podem ser utilizadas ao invés de uma alta mais expressiva da Selic deu impulso às varejistas.

OUTROS DESTAQUES CORPORATIVOS

Mais uma ação começou a ser negociada na BM&F Bovespa nesta semana. Em seu primeiro dia de negócios, na quarta-feira, as ações da IMC registraram queda de 0,07%, valendo R$ 13,49. Os papéis foram precificados no piso das estimativas dos coordenadores do IPO, aos R$ 13,50, mesmo patamar de fechamento nesta sexta-feira.

Dentre os ativos mais líquidos do Ibovespa, as performances na semana foram unânimes. Enquanto as ações ON e PN da Petrobras tiveram baixas de, respectivamente, 4,25% e 3,13%, os papéis PNA e ON da Vale registraram desvalorizações de 4,71% e 5,09%, nesta ordem.

As ações da mineradora foram pressionadas não só pelo sentimento negativo que dominou todo o mercado na semana, mas também pela balança comercial chinesa e pelos rumores de que o governo vai investigar pendências das empresas em relação ao pagamento de royalties. A mineradora emitiu nesta sexta-feira uma nota discordando da cobrança de R$ 4 bilhões sobre os royalties de exploração de minério de ferro pelo governo, classificando a multa como excessiva.

Tensão no mundo árabe ainda afeta petróleo
Nesta semana, a Arábia Saudita ocupou o noticiário de países que passam por manifestações populares contra seus governos. Na quinta-feira, a agência de notícias Associated Press relatou tiros no leste do país, principal exportador de petróleo da Opep, pressionando as cotações da internacionais da commodity. Segundo a fonte, a polícia saudita teria aberto fogo contra protestantes no leste do país, numa tentativa de impedir manifestações. De acordo com uma testemunha, tiros e granadas teriam sido disparados contra duas centenas de pessoas na cidade de Qatif. Oficiais do governo, por sua vez, já avisaram que irão enfrentar com pulso firme caso ativistas decidam ir para as ruas pedindo mais democracia, e nesta sexta-feira os relatos foram de que as manifestações foram amplamente controladas pelo governo.

O clima continua tenso na Líbia, com notícias que dão conta da retomada de cidades petrolíferas pelas forças do governo após combates contra opositores. Com a violência crescente, aumenta também as pressões para uma intervenção externa no país de Muammar Khaddafi, com a presença de frotas de países da Otan no mar mediterrâno.

Após terremoto, Japão entra em foco
A costa nordeste do Japão foi atingida nesta sexta-feira por um terremoto de 8,9 graus na escala Richter, o maior dos últimos 140 anos. De acordo com as agências internacionais foram registrados centenas de mortes, sendo que a perspectiva é de que o total de vítimas fatais deva subir. Incêndios também foram constatados, em pelo menos 80 locais, incluindo em uma refinaria e numa grande siderúrgica, apontou a agência Kyodo.

Com isso, ainda vigora um alerta de onda gigante em todo o oceano pacífico. As empresas também sofrem com os danos, a exemplo da Sony, um dos maiores exportadores do país, que já fechou seis de suas fábricas. A preocupação diante do desastre também fica com a situação do sistema bancário do país. Em relação a isso, o BoJ divulgou comunicado fornecendo garantias de liquidez para o sistema bancário e financeiro.

Em nota, a autoridade monetária do Japão afirmou que a liquidação dos fundos e dos títulos do governo japonês “foi efetuada conforme o planejado para esta data”. Além disso, a avaliação dos possíveis impactos do terremoto para os mercados financeiros e as operações das instituições financeiras continua, com o BoJ “mantendo-se preparado para tomar as medidas necessárias”.

RUMORES SOBRE MEDIDAS DO GOVERNO

Por aqui, a semana também foi marcada pelo temor dos investidores quanto a possibilidade de o governo instaurar novas medidas macroprudencias e também restrições adicionais no mercado de câmbio para conter a queda do dólar. As medidas de contenção do crédito já vêm sendo especuladas há um certo tempo, no entanto, a Ata do Copom divulgada na quinta-feira contribuiu para aumentar as expectativas quanto a proximidade de um anúncio por parte do governo brasileiro.

O comitê avaliou que o quadro inflacionário “não evoluiu favoravelmente” desde sua reunião no primeiro mês do ano, uma mudança em relação à redação do documento anterior, em que constava que a inflação havia "evoluído desfavoravelmente". Comentando a respeito da decisão de aumentar a taxa Selic – que agora está em 11,75% ao ano -, o Copom tomou a decisão “dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias”.

Inflação e mercado de trabalho domésticos
Ainda na cena interna, na segunda-feira o relatório Focus do Banco Central demonstrou queda de 0,02 ponto percentual na expectativa para o IPCA em 2011, para 5,78% – o primeiro recuo desde o início de dezembro do ano passado. O viés de baixa também acompanhou a mediana suavizada das projeções no IPCA dos próximos 12 meses, que teve queda, pela quinta semana consecutiva, de 5,35% para 5,34%.

Falando em inflação, três indicadores importantes foram divulgados na semana. O IPC-S registrou aceleração da inflação na primeira semana de março, marcando variação positiva de 0,59% nos preços, taxa superior àquela vista na semana anterior. Por outro lado, com taxa de 0,44% na primeira semana deste mês, o IPC-Fipe registrou queda da inflação na comparação com o mesmo período de fevereiro. No mesmo sentido, o IGP-M apontou inflação de 0,48% na primeira prévia de março, taxa 0,18 ponto percentual menor do que a apurada no mesmo período do mês anterior.

Outra referência na cena doméstica nesta semana foi o fluxo cambial acumulado nos primeiros quatro dias úteis de março, que ficou positivo em US$ 1,424 bilhão. Até a última sexta-feira, o fluxo comercial teve saldo negativo de US$ 657 milhões, ao passo que o fluxo financeiro teve superávit de US$ 2,081 bilhões, segundo o BC.

Fechando a pauta doméstica de indicadores, a taxa de emprego na indústria brasileira aumentou 2,7% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2010. De acordo com o IBGE, essa é a décima segunda taxa positiva consecutiva para este tipo de comparação. No entanto, o aumento foi o menos intenso desde março de 2010.

REFERÊNCIAS NORTE-AMERICANAS

Nos Estados Unidos, a principal referência da semana ficou por conta do Treasury Budget, denotando que o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 222,5 bilhões em fevereiro, pior do que as projeções feitas pelo mercado, de uma cifra negativa de US$ 196 bilhões. Este é o vigésimo nono mês consecutivo de saldo negativo do indicador.

Também mostrou dados piores do que o esperado pelo mercado a balança comercial de janeiro, que reportou déficit de US$ 46,3 bilhões no primeiro mês deste ano. A primeira prévia da confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan apontou 68,5 pontos, resultado inferior às expectativas de 76,5 pontos e à medição anterior.

Outra referência que pressionou as bolsas foi o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana, que veio pior do que as expectativas do mercado. O Initial Claims registrou um total de 397 mil novos pedidos na semana até 5 de março, enquanto as projeções giravam em torno de 382 mil solicitações.

Mas, a pauta norte-americana não contou apenas com dados negativos na semana. Pelo contrário, alguns importantes indicadores revelaram dados melhores que o esperado no período. É o caso do montante de crédito concedido ao consumidor, assim como o nível dos estoques no atacado do país, ambos referentes a janeiro.

Por sua vez, os estoques das empresas norte-americanas também surpreenderam no primeiro mês deste ano, com resultado ligeiramente acima das projeções dos analistas de mercado, de +0,8%. Além disso, o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano subiu 1,0% durante o mês de fevereiro, em linha com as expectativas dos analistas para o período.

ESPANHA E LÍBIA TÊM RATINGS CORTADOS

Contribuindo para o clima de aversão ao risco nos principais mercados internacionais, a agência Moody''s anunciou na última quinta-feira o corte em um nível do rating soberano da Espanha, de Aa1 para Aa2, mantendo perspectiva negativa para a nota, frente à continuidade da fragilidade na posição fiscal do país. O downgrade resulta principalmente da expectativa de que os custos com a reestruturação de bancos exceda as atuais projeções, levando ao aumento da relação dívida/PIB no futuro. A Moody''s ainda se mostrou preocupada com a capacidade do governo espanhol em implementar mudanças "estruturais e sustentadas" nas finanças públicas, dadas as dificuldades que o poder central possui em controlar as finanças de regiões autonomas, bem como o crescimento econômico apenas "moderado" no médio prazo.

Além disso, no mesmo dia, a agência de classificação de risco S&P reduziu em quatro níveis o rating de longo prazo em moeda estrangeira da Líbia, que passou de ''BBB+'' para ''BB -'' perdendo, assim, o status de grau de investimento e passando à ala de notas enquadradas como grau especulativo. A S&P também suspendeu a cobertura do país, alegando a falta de informações econômicas e políticas confiáveis.

Demanda por títulos portugueses recua
Além da Espanha, outro país europeu em foco na semana foi Portugal. Na quarta-feira, o governo português observou menor demanda em sua nova emissão de títulos, a qual captou € 1 bilhão junto ao mercado. Com isso, a taxa de juros aceita por Portugal foi de 5,993% ao ano, com vencimento em setembro de 2013, o que fez o secretário do Tesouro, Carlos Costa Pina, reconhecer que as "taxas de juros não são sustentáveis a prazo, mas ainda são comportáveis no presente, o que reforça a importância de medidas”, comentou.

CHINA

A agenda da China também esteve em foco na semana. O índice de preços ao consumidor avançou 4,9% em fevereiro – ante expectativa de 4,8% de inflação. Já os preços ao produtor subiram ao maior ritmo em mais de dois anos, com alta anual de 7,2%. A balança comercial chinesa supreendeu ao marcar um déficit de US$ 7,3 bilhões no mês de fevereiro, com o avanço das exportações da China na base de 2,4% sobre o mesmo mês de 2010, com alta de 19,4% das importações.

RENDA FIXA

A moeda norte-americana fechou cotada na venda a R$ 1,666, alta de 1,28% na variação semanal.

No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, que encerrou a semana entre estabilidade e queda, o contrato com vencimento em janeiro de 2012, o qual apresentou maior liquidez, encerrou apontando taxa de 12,35%, baixa de 0,21 ponto percentual em relação a semana anterior.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 134,74% de seu valor de face, queda de 0,16% na semana.

O indicador de risco-País fechou a sexta-feira em 168 pontos-base, alta de 3 pontos na variação semanal.

Fonte: Socopa Corretora Paulista

Luiz Carlos

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Luiz Carlos
Tags: podar

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