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Embrapa meio-norte atuará também na áfrica

Trabalho se concentrará em Moçambique

 

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As ações de pesquisa e de transferência de tecnologias da Embrapa Meio-Norte vão chegar agora à África. Ainda este ano, a Unidade instala experimentos de feijão-caupi e começa a desenvolver um  projeto no Corredor de Desenvolvimento de Nacala, uma faixa de terra de 800 quilômetros de extensão que liga o oceano Índico às províncias de Nacala, Nampula e Niassa, ao norte de Moçambique.

O trabalho, a princípio, que será conduzido pelos pesquisadores Maurisrael Rocha e Edson Bastos, terá três linhas de pesquisa: manejo da diversidade genética – resgate, introdução, melhoramento participativo e conservação de germoplasma; manejo agroecológico – manejo ecológico de solos, com ênfase em fixação biológica de nitrogênio; e sistemas de produção – rotação, consórcio e densidade populacional.

A ideia, segundo Maurisrael Rocha, é validar as cultivares de feijão-caupi desenvolvidas pela Unidade nas condições de clima e solo do Corredor de Desenvolvimento de Nacala, em conjunto com o germoplasma da região, nos sistemas de produção que valorizam a cultura moçambicana. As atividades de transferência de tecnologias serão desenvolvidas paralelamente, com a instalação de unidades demonstrativas e a realização de dias-de-campo.

O projeto de apoio aos moçambicanos é mais amplo. Através da Embrapa, o governo brasileiro atuará  no Programa de Cooperação para o Desenvolvimento Agrícola das Savanas Tropicais de Moçambique – ProSavanas. Serão desenvolvidos também projetos de sistemas de produção com milho, trigo, soja, amendoim e mandioca, focando a agroecologia e a agrobiodiversidade.

A Embrapa trabalhará em conjunto com a Agência Brasileira de Cooperação – ABC, Agência de Cooperação Internacional do Japão – JICA e o Ministério da Agricultura de Moçambique. O orçamento previsto, a princípio, é de 13, 5 milhões de dólares. Os projetos já estão sendo elaborados, e as propostas serão apresentadas aos governos do Japão e de Moçambique no final de abril.  A previsão é que a execução deles comece em setembro deste ano.

Estão escaladas para participarem das ações, as unidades Embrapa Soja, Embrapa Algodão, Embrapa Cerrados, Embrapa Milho e Sorgo e Embrapa Semiárido, através do Grupo de Trabalho 4, o GT-4, que definiu no período de 20 de janeiro a 03 deste mês, em Brasília, as linhas de pesquisa que serão conduzidas em Moçambique.

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Jornalista Fernando Sinimbu

Registro 654 MTb/PI

(86) 3089-9118

fernandosinimbu@cpamn.embrapa.br

Embrapa Meio-Norte

Teresina – Piauí

Fernando Sinimbu

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Fernando Sinimbu
Tags: explicação

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