Chuva alivia lavouras na Argentina e pressiona preços em Chicago
Na última quarta-feira, a Argentina registrou bons volumes de chuvas em importantes regiões produtoras de milho e soja. Essa umidade trouxe aos produtores alívio diante de suas lavouras ressecadas e ao mercado internacional de grãos uma leve pressão nos preços, que atingiram patamares históricos nas últimas semanas.
Segundo informações, a produtividade das culturas já foi afetada e a precipitação que chegou ao país ainda não é suficiente de reverter a situação.
Por conta destas chuvas vistas nos últimos cinco dias, Pablo Adreani, analista da AgriPac Consultores, aumentou para 43,9 milhões de toneladas a safra de soja argentina, depois de afirmar que a produção poderia ficar abaixo das 40 milhões de toneladas. A previsão inicial para a safra era de 55 milhões de toneladas.
Já o analista da Panagrícola, Ricardo Baccarin, estima algo entre 47 milhões de toneladas. Segundo ele, ainda há muitas regiões sofrendo com a seca, porém, o cenário mudou bastante na última semana, e as perdas poderão ser ligeiramente menores do que o esperado.
Para o milho, a previsão inicial estava acima das 26 milhões de toneladas. No entanto, as lavouras sofreram muito com a seca em dezembro, prejudicando o desenvolvimento das plantas. Diante disso, Adreani passou a estimar 18,3 milhões de toneladas e Baccarin 20 milhões.
Apesar do cenário preocupante para a soja e para o milho, as plantações de trigo estão em boa forma e a produtividade do cereal é elevada. O ministro da Agricultura argentino, Julián Dominguez, afirmou que a produção irá superar as 14 milhões de toneladas. Na última safra foram 9,6 milhões de toneladas.
Exportações – Com o objetivo de garantir a oferta interna e controlar os preços, as exportações argentinas de milho e trigo são controladas com rigor.
O governo já liberou 7 milhões de toneladas de trigo para exportação e o volume deve ser o limite para esta temporada.
Segundo produtores locais, as autoridades bloqueiam as licenças de exportações de trigo. Por conta disso, na última segunda-feira, os agricultores iniciaram uma paralisação de uma semana protestando contra os controles das vendas externas.
Na Bolsa de Chicago, os futuros dos grãos parecem sentir os efeitos das chuvas na Argentina e operam em terreno negativo nesta quinta-feira.
Além disso, o mercado ainda assimila vendas técnicas, a fraqueza das macro-commodities e mais uma queda no mercado chinês.
A soja encerrou o pregão noturno em baixa hoje em um movimento de realização de lucros sentindo a pressão dos fatores citados e frente a ausência de novidades capazes de impulsionar a alta dos preços e continuam caindo na sessão diurna.
fonte:Notícias Agrícolas
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